4 anos de #projetodri40

Ontem a noite me bateu uma vontade grande de falar um pouquinho com vocês, e saiu esse vídeo.


Obrigada por tudo! Pelos incentivos, pelas dúvidas e até mesmo pelas pessoas que torceram contra! Aprendi com cada recomeço e com cada conquista! E que venham muitos projetos de vida a partir desse!

Beijos e ate o próximo post.

A metáfora de Heimlich

Tem horas na vida em que tudo o que precisamos é uma manobra de Heimlich. Passamos a vida engolindo sapos, sendo obrigados a aceitar opiniões de todos os lados e acabamos ficando engasgados porque não temos a oportunidade de dizer tudo o que queremos, mas não devemos, ou o que devemos, mas não queremos.
Talvez por esse motivo eu tenha aprendido a admirar tanto a solitude. Sabe aquela sensação de que não há ninguém para agradar ou prestar contas ou de que não há porque se incomodar com as espinhas que vira e mexe aparecem no rosto, porque o que importa mesmo está na forma como você pensa e não na forma como o mundo te enxerga?
Quando eu era adolescente, passava horas sentada no pátio do colégio ou na arquibancada das quadras apreciando a paisagem em silêncio, aproveitando da minha companhia. Pode ser que naquele momento eu me sentisse um pouco solitária, porém hoje, com o dobro de tempo de vida, percebo que desde aquela época, gostava da companhia dos meus próprios pensamentos.
A verdade é que eu não me encaixo dentro da caixa. E acho que ninguém deveria se encaixar. Mas nossa vida hoje é movida a inbox. Estamos encaixotados o tempo todo, como um produto em uma prateleira de supermercado. Temos que estar sempre disponíveis, sempre online, sempre simpáticos, sempre iguais a todo mundo. "Eu sou a forma da felicidade", diz a primeira caixa. "Eu sou o segredo do sucesso profissional, pessoal e financeiro", diz a segunda. "Eu sou o relacionamento perfeito", diz a terceira.
Mas já repararam que tem gente que prefere sorvete de flocos e outra de chocolate? Que tem gente que prefere perfume forte e outra prefere fragrâncias cítricas? E que tem gente que passa a vida na internet querendo que os outros encontrem uma caixa e quem não faz parte da sua caixinha automaticamente se torna rival?
Tem gente que acha que a vida é feita das coisas postadas na internet. Meu amigo, posso te contar uma coisa ? A vida é orgânica, perecível, analógica. Temos 86.400 segundos diários e existem momentos que desperdiçá-los com opinião alheia de quem viu uma única foto postada há 15 dias é no mínimo preocupante.
 Prefiro montar móveis, regar as plantas, aprender novas dobras de roupas para organizar o armário. Prefiro compartilhar com meus pais novas maneiras de acender a churrasqueira em segurança. Prefiro fazer meu sobrinho rir com meus barulhos engraçados. Prefiro deixar os fios brancos surgirem no cabelo.  Prefiro tomar café sem açúcar. Prefiro deixar o celular no "não perturbe" e ao mesmo tempo tento imaginar como seria bom deixar pessoas nesse modo também.
Seria tão bom se evitássemos dizer para as pessoas o que elas deveriam fazer com suas próprias vidas, se não tivéssemos que prestar contas no whatsapp do porque o celular ficou desligado ou o porque não olhou a mensagem enviada no facebook. Seria tão bom se pudéssemos viver offline sem culpa.
Pronto, desengasguei.

Você quer projeto novo, @?

Tem aquele velho ditado: se quiser que algo aconteça, não conte nada a ninguém até que dê certo. E tem aquele outro velho ditado que diz: não conte ditados para a Dri que ela vai lá e prova o contrário (tirar o cabelo para lavar e parabenizar o índio em 19/04 estão aí para provar). 


Relendo o blog percebi que tenho dupla personalidade. Num texto postei que nunca escondi meus sentimentos e no outro eu disse que era muito introspectiva. 

Calma leitor, não sou um embuste. Tudo que foi dito aqui de fato ocorreu, e embora eu não deva explicação a ninguém, resolvi deixar isso registrado para não dar margem a controvérsias. Eu sou introspectiva no ponto de que eu não conto para quase ninguém o que se passa na minha cabeça sonhadora. E ao mesmo tempo, eu não deixo de falar o que é preciso ser dito.

Esclarecimentos feitos, vamos falar de projetos.

Pra quem não sabe ainda eu voltei a pesar mais de 70kg em 2017, o que significa que o guarda-roupas não está lá muito aproveitável. Morar sozinha, mudar de setor no trabalho e diversos outros fatos me fizeram parar de prestar a atenção na saúde. Resultado: 5 idas ao pronto-atendimento em 4 meses e um joelho esquerdo que está doendo insistentemente.

Além disso, é ano de copa, vou completar 4 anos do #projetodri40 e eu não merecia o 7x1 e não mereço chegar na copa de 2018 sem pique para acompanhar os jogos e torcer pela Islândia (mentira, vou torcer pelo Brasil mesmo, é a última chance do Brasil ser campeão uma vez a cada década da minha vida, até agora deu certo, 1994 e 2002 não me deixam negar).

Então começaremos como?

Um dia por vez, até chegar a 365. Se eu  falhar, não falaremos em suspensão, quando se retoma a contagem considerado os dias anteriores, e sim em interrupção, quando se reinicia a contagem do zero (pessoal do direito, corrijam a colega enferrujada aqui, caso a explicação tenha sido bem meia-boca).

Serão 365 dias com postagens obrigatórias (o famoso tá pago). Mas não vou forçar todos a acompanharem porque  já usei o instagram pessoal para isso e confesso que embora muita gente tenha me incentivado, fica meio monótono, né? Então as postagens vão ser pelo Instagram @projetodri40, que foi devidamente zerado e que vai ser utilizado para compartilhar com vocês a realidade. Não vou postar a minha foto de "antes" até que eu não veja resultados efetivos, mas vou documentar tudo para quem quiser me acompanhar, embora eu não seja novela.


Questões importantes sobre o projeto: para vocês só vou postar a parte sobre emagrecimento, porque todo mundo já sabe da minha história e não é novidade, e embora eu tenha dito lá em cima que sou a do contra dos ditados, não vou dar moral para torcida contra. 

Até mais pessoal! 


Quem quiser acompanhar o progresso do projeto, basta clicar aqui.

Senta que lá vem a história...

A velha promessa do ano novo: você tem 365 novas oportunidades para fazer o seu ano valer a pena e ZZzzZzzz...

O fato é: não é o ano que tem que valer a pena, afinal temos um segundo por vez a ser vivido. (Desculpe leitor, mas esse texto vai ser recheado de clichês).

Eu comecei esse texto para escrever sobre minhas propostas de ano novo e sobre o #projetodri365, mas nesse exato momento estou num vôo praticamente vazio voltando para casa depois de passar 11 dias ao lado da minha família, especialmente perto do meu sobrinho, que tem 5 meses. Nas poltronas a minha frente estão sentados avó e neto em sua primeira viagem de avião. 

Uma comissária do vôo começou a conversar com o menino, que deve ter no máximo 8 anos, e decidiu presenteá-lo com um assento na janela. Faz uns 20 minutos que estamos voando e as mãozinhas dele não desgrudaram até agora do vidro, observando a beleza do dia nublado que está lá fora. 

Que presente para inciar 2018 esse menino ganhou.

Eu já estava admirada pela atitude do dia, já tinha começado a escrever sobre a simplicidade do gesto, mas o melhor ainda estava por vir. São 07:53 da manhã do primeiro dia do ano e posso dizer que se depender das experiências de hoje, as pessoas tornarão 2018 leve, doce, gentil.

Percebendo o encanto do menino com a janela do avião, a comissária novamente se dirigiu a avó, perguntando se ela possuia celular que tira foto. A senhora, muito simples, disse que não.  Então, com o verdadeiro intuito de tornar o primeiro vôo do menino inesquecível, a comissária perguntou se alguma das pessoas que os esperam na cidade de destino possuía "celular que tira foto" e a senhora disse que sim.Então, tirou fotos com seu próprio celular para encaminhar para alguém da família da criança que pudesse mostrar para o menino quando ele chegar ao destino, prometendo ainda uma foto na cabine de comando assim que o avião pousar. 

Quando eu era criança, me lembro bem da ansiedade quando se aproximava alguma novidade. Passava dias perguntando quanto tempo faltava para determinado fato acontecer. Imaginem comigo as expectativas desse menino para hoje e o quanto essa comissária conseguiu tornar ainda mais importante esse dia. 

Atitudes fazem cada segundo da vida mais interessante e trazem a  esperança de que dá pra fazer a diferença, simplesmente fazendo o pouco, muito pouco, do que está ao nosso alcance. 

Bem vindo, 2018!



2017 me ensinou...

Quando eu era adolescente, escrever diários era o melhor modo de me expressar. Sempre fui muito introspectiva, pouco falava sobre o que eu sentia ou o que pensava. O máximo que eu era capaz de exprimir era o meu famoso suspiro longo, seguido de um "ai ai". 

Naquela época eu tinha em mente milhões de sonhos que eu queria realizar. Minha mente colocava prazos e cobrava resultados. Mas daí eu cresci.

Percebi que não existem verdades absolutas como eu imaginava aos 15 anos. Naquela época minha maior preocupação era fechar o ano letivo no terceiro bimestre e receber o boletim com o carimbo vermelho escrito "Parabéns, neste bimestre você brilhou (complete a frase se você estudou no Regina Mundi entre 1994 e 2007)", como se isso fosse influenciar diretamente na minha vida profissional e pessoal. Mal sabia eu que resultados pessoais na escola não eram garantia de sucesso e realizações. 2017 me provou exatamente isso.

Nestes últimos 12 meses, muita coisa mudou. O ano passou em ritmo acelerado, como uma montanha-russa nova em um parque de diversões, com altos, baixos, loopings, quedas bruscas, subidas aceleradas. Nunca andei em uma montanha-russa na vida, mas sempre ouvi dizer que depois que o efeito da adrenalina passa, dá vontade de ir de novo.

Talvez 2017 tenha sido minha montanha-russa privativa. 

Nesse ano tanta coisa mudou. Aprendi a lidar com o luto, com o real significado de indiferença, aprendi a cuidar da casa, a ser meu próprio despertador, a levar uma vida mais simples e ao mesmo tempo mais confortável. Aprendi que se não está feliz com alguma coisa, basta mudar. Aprendi que mesmo estando feliz, também é necessário mudar. Aprendi que os conselhos que minha irmã me deu ao longo da vida são os melhores até hoje e que ter achado ela uma chata a cada "lição" que tentava me ensinar foi um dos meus maiores erros até agora. 

Aprendi que o almoço aos domingos na casa dos meus pais é sagrado e que eles realmente falam a verdade sobre sentir saudade mesmo morando na mesma cidade.

Aprendi que sucesso profissional não significa nada se sua vida pessoal estiver em segundo plano, que estabilidade não é garantia de tranquilidade e que comodidade tira a motivação. 

A todos que me acompanham aqui pelo blog ou que caíram de paraquedas nesse texto, desejo a vocês uma montanha-russa com muita emoção em 2018. Que vocês tenham muitos motivos para se alegrar, mas que também tenham momentos para repensar e se reinventar. 

Obrigada por tudo! 

E em 2018 nos encontramos no #projetodri365 (amanhã conto mais sobre isso).

Beijos, e até mais!