Você quer projeto novo, @?

Tem aquele velho ditado: se quiser que algo aconteça, não conte nada a ninguém até que dê certo. E tem aquele outro velho ditado que diz: não conte ditados para a Dri que ela vai lá e prova o contrário (tirar o cabelo para lavar e parabenizar o índio em 19/04 estão aí para provar). 


Relendo o blog percebi que tenho dupla personalidade. Num texto postei que nunca escondi meus sentimentos e no outro eu disse que era muito introspectiva. 

Calma leitor, não sou um embuste. Tudo que foi dito aqui de fato ocorreu, e embora eu não deva explicação a ninguém, resolvi deixar isso registrado para não dar margem a controvérsias. Eu sou introspectiva no ponto de que eu não conto para quase ninguém o que se passa na minha cabeça sonhadora. E ao mesmo tempo, eu não deixo de falar o que é preciso ser dito.

Esclarecimentos feitos, vamos falar de projetos.

Pra quem não sabe ainda eu voltei a pesar mais de 70kg em 2017, o que significa que o guarda-roupas não está lá muito aproveitável. Morar sozinha, mudar de setor no trabalho e diversos outros fatos me fizeram parar de prestar a atenção na saúde. Resultado: 5 idas ao pronto-atendimento em 4 meses e um joelho esquerdo que está doendo insistentemente.

Além disso, é ano de copa, vou completar 4 anos do #projetodri40 e eu não merecia o 7x1 e não mereço chegar na copa de 2018 sem pique para acompanhar os jogos e torcer pela Islândia (mentira, vou torcer pelo Brasil mesmo, é a última chance do Brasil ser campeão uma vez a cada década da minha vida, até agora deu certo, 1994 e 2002 não me deixam negar).

Então começaremos como?

Um dia por vez, até chegar a 365. Se eu  falhar, não falaremos em suspensão, quando se retoma a contagem considerado os dias anteriores, e sim em interrupção, quando se reinicia a contagem do zero (pessoal do direito, corrijam a colega enferrujada aqui, caso a explicação tenha sido bem meia-boca).

Serão 365 dias com postagens obrigatórias (o famoso tá pago). Mas não vou forçar todos a acompanharem porque  já usei o instagram pessoal para isso e confesso que embora muita gente tenha me incentivado, fica meio monótono, né? Então as postagens vão ser pelo Instagram @projetodri40, que foi devidamente zerado e que vai ser utilizado para compartilhar com vocês a realidade. Não vou postar a minha foto de "antes" até que eu não veja resultados efetivos, mas vou documentar tudo para quem quiser me acompanhar, embora eu não seja novela.


Questões importantes sobre o projeto: para vocês só vou postar a parte sobre emagrecimento, porque todo mundo já sabe da minha história e não é novidade, e embora eu tenha dito lá em cima que sou a do contra dos ditados, não vou dar moral para torcida contra. 

Até mais pessoal! 


Quem quiser acompanhar o progresso do projeto, basta clicar aqui.

Senta que lá vem a história...

A velha promessa do ano novo: você tem 365 novas oportunidades para fazer o seu ano valer a pena e ZZzzZzzz...

O fato é: não é o ano que tem que valer a pena, afinal temos um segundo por vez a ser vivido. (Desculpe leitor, mas esse texto vai ser recheado de clichês).

Eu comecei esse texto para escrever sobre minhas propostas de ano novo e sobre o #projetodri365, mas nesse exato momento estou num vôo praticamente vazio voltando para casa depois de passar 11 dias ao lado da minha família, especialmente perto do meu sobrinho, que tem 5 meses. Nas poltronas a minha frente estão sentados avó e neto em sua primeira viagem de avião. 

Uma comissária do vôo começou a conversar com o menino, que deve ter no máximo 8 anos, e decidiu presenteá-lo com um assento na janela. Faz uns 20 minutos que estamos voando e as mãozinhas dele não desgrudaram até agora do vidro, observando a beleza do dia nublado que está lá fora. 

Que presente para inciar 2018 esse menino ganhou.

Eu já estava admirada pela atitude do dia, já tinha começado a escrever sobre a simplicidade do gesto, mas o melhor ainda estava por vir. São 07:53 da manhã do primeiro dia do ano e posso dizer que se depender das experiências de hoje, as pessoas tornarão 2018 leve, doce, gentil.

Percebendo o encanto do menino com a janela do avião, a comissária novamente se dirigiu a avó, perguntando se ela possuia celular que tira foto. A senhora, muito simples, disse que não.  Então, com o verdadeiro intuito de tornar o primeiro vôo do menino inesquecível, a comissária perguntou se alguma das pessoas que os esperam na cidade de destino possuía "celular que tira foto" e a senhora disse que sim.Então, tirou fotos com seu próprio celular para encaminhar para alguém da família da criança que pudesse mostrar para o menino quando ele chegar ao destino, prometendo ainda uma foto na cabine de comando assim que o avião pousar. 

Quando eu era criança, me lembro bem da ansiedade quando se aproximava alguma novidade. Passava dias perguntando quanto tempo faltava para determinado fato acontecer. Imaginem comigo as expectativas desse menino para hoje e o quanto essa comissária conseguiu tornar ainda mais importante esse dia. 

Atitudes fazem cada segundo da vida mais interessante e trazem a  esperança de que dá pra fazer a diferença, simplesmente fazendo o pouco, muito pouco, do que está ao nosso alcance. 

Bem vindo, 2018!



2017 me ensinou...

Quando eu era adolescente, escrever diários era o melhor modo de me expressar. Sempre fui muito introspectiva, pouco falava sobre o que eu sentia ou o que pensava. O máximo que eu era capaz de exprimir era o meu famoso suspiro longo, seguido de um "ai ai". 

Naquela época eu tinha em mente milhões de sonhos que eu queria realizar. Minha mente colocava prazos e cobrava resultados. Mas daí eu cresci.

Percebi que não existem verdades absolutas como eu imaginava aos 15 anos. Naquela época minha maior preocupação era fechar o ano letivo no terceiro bimestre e receber o boletim com o carimbo vermelho escrito "Parabéns, neste bimestre você brilhou (complete a frase se você estudou no Regina Mundi entre 1994 e 2007)", como se isso fosse influenciar diretamente na minha vida profissional e pessoal. Mal sabia eu que resultados pessoais na escola não eram garantia de sucesso e realizações. 2017 me provou exatamente isso.

Nestes últimos 12 meses, muita coisa mudou. O ano passou em ritmo acelerado, como uma montanha-russa nova em um parque de diversões, com altos, baixos, loopings, quedas bruscas, subidas aceleradas. Nunca andei em uma montanha-russa na vida, mas sempre ouvi dizer que depois que o efeito da adrenalina passa, dá vontade de ir de novo.

Talvez 2017 tenha sido minha montanha-russa privativa. 

Nesse ano tanta coisa mudou. Aprendi a lidar com o luto, com o real significado de indiferença, aprendi a cuidar da casa, a ser meu próprio despertador, a levar uma vida mais simples e ao mesmo tempo mais confortável. Aprendi que se não está feliz com alguma coisa, basta mudar. Aprendi que mesmo estando feliz, também é necessário mudar. Aprendi que os conselhos que minha irmã me deu ao longo da vida são os melhores até hoje e que ter achado ela uma chata a cada "lição" que tentava me ensinar foi um dos meus maiores erros até agora. 

Aprendi que o almoço aos domingos na casa dos meus pais é sagrado e que eles realmente falam a verdade sobre sentir saudade mesmo morando na mesma cidade.

Aprendi que sucesso profissional não significa nada se sua vida pessoal estiver em segundo plano, que estabilidade não é garantia de tranquilidade e que comodidade tira a motivação. 

A todos que me acompanham aqui pelo blog ou que caíram de paraquedas nesse texto, desejo a vocês uma montanha-russa com muita emoção em 2018. Que vocês tenham muitos motivos para se alegrar, mas que também tenham momentos para repensar e se reinventar. 

Obrigada por tudo! 

E em 2018 nos encontramos no #projetodri365 (amanhã conto mais sobre isso).

Beijos, e até mais!

E se eu tivesse que discursar?


Advertência: este texto contém fatos reais. Alguns são dirigidos a várias pessoas, outros remetem a pessoas específicas. Caso você se identifique com alguma das situações abaixo, saiba o quanto eu sou grata, por tudo!

Sabe aquele discurso que todos os vendedores de prêmios Nobel, Oscar, Grammy, etc. ensaiam por dias frente ao espelho, escrevem no papel que fica guardado no bolso e no momento em que o prêmio é anunciado finalmente podem apresentá-lo em público? Pois é, acho que do jeito que as coisas vão não vou ganhar um Grammy, nem um Oscar, quem dirá um prêmio Nobel, então acho que devo publicar aqui mesmo toda a minha gratidão sincera a muita gente, gente que sequer vai ler esse texto, mas o que vale é a intenção.

Primeiramente gostaria de agradecer pelos telefonemas diários no tempo da escola. Era muito bom ter alguém para além de discutir a tarefa, simplesmente conversar.

Agradecer por ter me presenteado com meu primeiro diário quando estávamos na pré-escola. Graças a ele eu aprendi a exprimir meus sentimentos e a encarar meus próprios medos.

Por ter me ensinado que é possível superar grandes perdas, mesmo quando essa perda acontece de maneira abrupta, e que amigos nunca morrem.

Por ter me contado aquele dia no bar que eu consegui te ensinar matemática, mesmo eu achando que ninguém prestava atenção na minha monitoria na véspera das provas.

Por ter preparado as melhores festinhas surpresa no meu aniversário dentro do colégio e por sempre ter feito companhia na volta para casa.

Por ter mostrado que o perdão é mais fácil quando nos colocamos à disposição para ajudar quem nos magoou e por ter tido sensibilidade de  escrever pequenos bilhetes na aula quando eu estava visivelmente abatida. Eu deveria ter aceitado melhor seus conselhos.

Por ter mostrado que por trás de uma garota durona existe um sorriso doce que depois de muitos  anos continua acolhedor e sincero, por ter mostrado que preconceitos precisam ser derrubados e que não existe nada mais gratificante do que se sentir confiável.

Por sem nunca ter me visto antes ter arrancado gargalhadas em um dos momentos mais tristes da minha vida.

Por ter mostrado que podemos mudar muito de opinião sobre alguém conhecendo melhor sua história e ouvindo menos sobre o que os outros falam.

Pelos montinhos no alojamento dos retiros e todos os abraços apertados mesmo depois de muitos anos sem nos ver.

Por ter compartilhado comigo suas dores mesmo anos depois sem nos encontramos pessoalmente, como se não nos falássemos há apenas cinco minutos.

Por ter provado que amigos podem surgir no curso de inglês e durar para a vida.

Por ter injetado autoestima e autoconfiança em alguém que se sentia invisível.

Por eu ter sido a primeira pessoa fora da sua família a saber que você seria mãe.

Pelas lembranças boas do D34, especialmente do sushi sagrado de toda semana.

Por ter provado que é possível fazer amizades depois de terminar a faculdade.

Pelo incentivo incessante aos meus projetos, combinado com uma pitada de humor com nossos cabelos engraçados do ensino médio.

Por ter me ensinado a respirar fundo e recuperar a razão.

Eu poderia nominar cada parágrafo desse texto, mas preferi deixar livre a carapuça para quem quiser vestir. E se a carapuça servir, um recado pra mim não vai doer, não é mesmo? 

Até o próximo post!

Dri.


Precisamos falar sobre a tristeza

Falar sobre felicidade é fácil. Ela está por todo o lado estampando as fotos do Instagram, enfeitando os comentários do Facebook, se exibindo nos vídeos dos Stories, sobrando no quintal do vizinho, esbanjando no sorriso daquela pessoa na fila do cinema e transbordando na mesa do bar. Por outro lado, falar sobre a tristeza é difícil, complicado, delicado, chato.

Sempre fui muito aberta quanto aos meus sentimentos. Sou a garota que desde os treze anos nunca escondeu de um garoto o que sentia e que aos dezesseis aconselhou o garoto que ela declaradamente gostava a pedir outra em namoro, mesmo que isso tenha me custado alguns dias de melancolia quando o nick dele foi aterado para fulanoS2beltrana no MSN. Assim como eu falava dos meus sentimentos "bons", também sempre deixei bem visíveis meus sentimentos "ruins".

Minha sobrancelha direita sempre revela quando discordo de algo, minha testa se tinge de vermelho em formato de furacão quando sinto raiva, minhas mãos tremem quando fico ansiosa. Todos acham engraçada a transparência desses sentimentos, mas quando o assunto é tristeza, não funciona da mesma forma.

"Estou triste" alguém diz. "Triste por quê? Você tem tudo, não pode reclamar. Vamos falar de coisa boa". "Já passa, é frescura sua", "isso é coisa de gente fraca", "você anda tão chata ultimamente".



Negligenciamos os sentimentos ruins, não temos complacência por ela, afinal, no mundo perfeito só tem espaço para felicidade.

Mas estar triste não é frescura. Afinal, quem nunca ficou triste por nada, precisa procurar auxílio psiquiátrico.  É a tristeza que nos permite viver a dor do luto, do coração partido, da perda do emprego, do projeto que não deu certo, do dia em que acordamos meio "sei lá". Precisamos deixar a tristeza chorar no nosso ombro. Precisamos fala sobre a depressão. Precisamos falar sobre a responsabilidade o mundo nos impõe de sermos felizes o tempo todo. Precisamos falar sobre tristeza ser genuinamente um sentimento como  outro qualquer e que merece o mesmo tipo de atenção.

Boa noite tristeza, em que posso te ajudar?
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Estava com saudades de escrever. Espero que tenham gostado do texto e não deixem de compartilhar com seus amigos e de dizer o que acharam nos comentários.



Ah, se precisarem coversar sobre algo que não esteja muito bem do lado daí, estou sempre pronta para ouvir, é só me mandar um recadinho! Mas se você estiver muito aflito e quiser conversar com alguém sem de identificar, o 141 está sempre pronto para te ouvir.

Até o próximo post.