Eu voltei, agora pra ficar! #30diasnoprojetodri40

Como sempre eu sumi do blog, mas aproveitei pra colocar a vida em ordem nesse período.

Eu finalmente voltei a ter paixão por treinar e nessa semana estou com 100% de aproveitamento. De domingo a hoje eu consegui treinar pelo menos 45 minutos todos os dias, o que é um grande estímulo pra mim, que vivo numa montanha russa motivacional. 

Meu principal desafio nesse 1 ano e três meses de projeto foi afastar os pensamentos contraproducentes, porque por mais que de fato eu tenha conseguido atingir meu objetivo de fazer as pazes com o espelho, como todo ser humano eu queria mais e comecei a enxergar novos defeitos, a criar problemas inexistentes e consequentemente prejudiquei muito meu foco.

O resultado disso foi estagnar. Estou estacionada há praticamente sete meses na mesma composição corporal.

Mas o porque isso aconteceu? Porque eu não treinei 5 vezes na semana como planejado. Porque eu fazia mais refeições livres do que eu poderia fazer. Porque eu me abandonei durante muitos dias preocupada com qualquer outra coisa (qualquer outra coisa mesmo). Eu me entreguei às desculpas e tentava me convencer que elas eram motivos bons suficientes para eu não ir para a academia, para não observar o meu prato. Deixei minhas metas em aberto. E nós sabemos que deixar uma meta aberta e dobrar essa meta quando for atingida, significa não fazer nada!   

Por sorte (e coloque sorte nisso) o meu corpo conseguiu se manter praticamente inalterado e por muito pouco não desncadeei um novo ganho de peso!

Felizmente acordei a tempo. Desde quando postei aqui que ficaria 30 dias dedicada ao meu projeto, me esforcei para evitar faltas, para comer direito e especialmente para gostar do que eu via no espelho novamente. 

Ainda resta pouco mais de uma semana nesse propósito, mas a lição que fica é que o único treino que tem que valer a pena é o de hoje. As únicas refeições que devem ser regradas são as de hoje. E se hoje der certo, repita a operação a cada novo dia!  

Dia 2: #30diasnoprojetodri40

Anteontem quando escrevi que nesses 30 dias eu iria contar sobre a rotina de uma pessoa normal, hoje de fato foi um dia comum. Acordei com muita dor de garganta e uma febre baixa, que automaticamente inibiu minha programação e advinhem: não treinei hoje. Mas não briguem comigo. Desde o início eu sempre busquei ter um dia off durante a semana. Então o dia escolhido foi hoje.

Fui trabalhar mais cedo, e essa será minha realidade nos próximos dias (1 mês e meio aproximadamente). Portanto eu necessito me organizar, pois nesse período não posso contar com dois turnos inteiros para meus assuntos pessoais, que se multiplicaram em razão inversamente proporcional ao meu tempo disponível (menos tempo, mais situações imprevistas). 

Então voltamos mais uma vez ao que comentei ontem sobre planejamento. Ele é fundamental para que furos como esse meu de hoje não se tornem regra.

Já fez seu plano para amanhã? 

Dia 1: #30diasnoprojetodri40

Conforme prometido, hoje começa a maratona de postagens sobre a minha rotina. E hoje foi um dia muito peculiar. 

Acordei às 3h10min da manhã (não, você não leu errado, eu realmente digitei três e meia da manhã). Tomei dois cafés pretos para despertar e fui atender a um compromisso familiar. Às 5h tomei meu café da manhã oficial. Optei por 1 fatia de pão integral com geléia, 1 banana e 1 iogurte. 


Às 7h10min cheguei à academia debaixo de uma tempestade, mas fiz meus 10 minutinhos de esteira e meu treino de posteriores (agachamento livre, levantamento terra, mesa flexora, agachamento no crossover, salto no banco e sequência de abdominais, focadas hoje na cintura).  Saí do treino às 8h10min debaixo de um dilúvio.



Corri pra casa, tomei meu scoop de whey como pós treino e também como lanche da manhã. Atualmente estou tomando o Prostar 100% Whey Protein da Ultimate Nutrition, no sabor morango, que possui concentração de 25g de proteína para cada scoop de 30g.  É o único suplemento que tenho feito uso atualmente e só tomo um scoop por dia de treino.

Depois disso fui para a minha aula de canto e de lá fui direto para o trabalho.

Aí veio a lição do dia. Eu não me organizei para levar de casa minha refeição e acabei pedindo uma marmita que continha muito, mas muito carboidrato. Mas eu tento ser disciplinada para comer somente a porção estabelecida pela minha nutricionista. No entanto, comida pronta geralmente é muito salgada, e de certa forma meu organismo não gostou muito. Além disso atrasei em 1 hora o meu horário habitual de almoço, o que me fez chegar a conclusão de que planejamento é essencial. 
Acho que está aí um ponto que preciso trabalhar: planejamento nas refeições, porque meu organismo não gostou do que fiz com ele hoje no almoço (comida ácida e muito salgada). Superado o problema com o almoço, nl início tarde tomei meu habitual café preto com adoçante sucralose. No meio da tarde comi uma porção de Nesfit (2 biscoitos) e um chá verde com menta.

No jantar comi arroz com legumes, uma omelete simples e salada de palmito, com uma laranja com bagaço de sobremesa.  E agora, depois  de 17 horas acordada acho que é hora de descansar para não sobrecarregar meu corpo. 

Antes de ir embora gostaria de sugestões ou curiosidades que vocês tenham sobre o meu projeto de emagrecimento, porque não quero transformar as postagens em algo repetitivo. Quero sugestões nos comentários daqui, no meu Facebook, no Instagram ou qualquer outro meio de contato que vocês tenham comigo, ok?
Beijos e até amanhã, que é dia de spinning e treino de quadríceps. 

Mente sã, corpo são

Nesse um ano e dois meses de #projetodri40 eu aprendi muitas coisas, mas a principal delas foi o meu auto conhecimento. Hoje sei muito mais sobre mim do que em qualquer outra fase da vida. Sei exatamente quais são as minhas limitações, os meus pontos fortes e principalmente os meus pontos fracos. 
No último mês eu praticamente não consegui manter o ritmo de dieta e treinos e por consequência meu corpo respondeu com inchaço, fadiga e ganho de peso (pequeno, porém visível). 
Eu tive sim ganho de massa magra com a dieta de hipertrofia que estou realizando com acompanhamento da minha nutricionista, no entanto falhei no quesito redução do percentual de gordura. 
O estresse no trabalho, readequação de rotina em casa, mudança de responsabilidades me provocaram uma corrente de ansiedade e me trouxeram de volta o vício por açúcar e diversas outras besteiras, o que me aliviaram quimicamente, porém trouxeram uma frustração bem grande no espelho. 
Daí voltamos ao ponto de partida há 63 semanas, em que eu me propuz  a conduzir minha vida a base de tentativas. E a cada falha, tentar de novo, mas falhar melhor que da última vez. A partir de amanhã, durante 30 dias, farei postagens diárias, contando um pouco sobre as dificuldades na alimentação e nos treinos dia a dia. A minha meta, além de melhorar o meu corpo é mostrar para vocês que nós estamos no controle e que sim, falhamos, mas não precisamos deixar que a falha vire rotina! 

Vocês estão prontos? Acompanhem esses 30 dias a minha evolução não apenas pelo blog, mas também pelo Instagram @adrianeneres e pela hashtag #30diasnoprojetodri40! 

Beijos e até amanhã! Treino às 6h30min da manhã, eu acredito!

Multiplique motivos!

Essa semana eu finalmente voltei ao rítmo normal do #projetodri40 e treinei cinco vezes durante a semana. Quem me acompanha aqui desde o começo sabe que essa é a frequência que eu estabeleci para chegar até aqui (e funcionou).

Por mais que eu já esteja no meu "peso ideal" e já tenha saído do sonhado jeans 40 para o jeans 38, eu sinto que posso fazer mais por mim, e principalmente pelos outros.

Eu durante anos fui convicta de que eu nunca iria perder peso, que eu nunca iria conseguir correr e que eu nunca ia gostar de fazer academia. E eu perdi peso, eu corro e eu amo ir para a academia! 

Sempre tive muita coragem de mudar o visual. Meu cabelo é a prova cabal disso. Já tive cabelo preto liso, castanho enrolado, ruivo curto, loiro curto, loiro muito comprido, castanho comprido, castanho curtinho. Eu não tenho medo de mudar. Mas por que eu tinha medo de mudar o que mais me incomodava? Era medo de não poder comer brigadeiro, de ter que cortar o refrigerante, a batata frita e o sorvete? Medo de não poder me recompensar com besteiras e de não comer nada gostoso fora de casa? Todas as alternativas corretas! Até que um dia, resolvi fazer isso aí: tentar!

Primeiro dia de tentativa e start do #projetodri40 - Não consegui mais que dez minutos!

E se eu disser que todos esses meus medos não eram reais? Que eu ainda como brigadeiro, bebo refrigerante, peço batata frita quando saio para um barzinho e tomo sorvete? A questão é que para tudo há uma adaptação! Não adianta comer uma panela de brigadeiro todos os dias durante a TPM, mas comer um pouco uma vez na semana é delicioso! Refrigerante nunca é minha primeira opção, mas às vezes enjoo do suco de morango e peço um guaraná zero. Sorvete então, pra que comer um pote se posso me demorar com uma casquinha em dias de calor? A verdade é que as pessoas tem medo de ter que tomar atitudes radicais, e emagrecer de maneira radical é a pior escolha possível. Primeiro porque nosso organismo precisa dos mais variados nutrientes. E nosso metabolismo se acostuma muito rapidamente com o que comemos. Se sempre comermos as mesmas coisas, a tendência é que ele fique lento, então é importante dar a ele oportunidade de trabalhar mais rápido (para digerir aquele brigadeiro que você estava há dias sem comer).

Começar a frequentar a academia é uma decisão também complicada, porque lá os medos são outros. Medo de ser a única pessoa sem um corpo magro e musculoso, de não conseguir levantar um halter com mais de 2 kg ou de ficar com a língua de fora na esteira em 5 minutos a 5 km/h. Acontece que todo mundo já passou por isso. Ninguém nasce com o abdômen trincado e com pernas fortes. Essas pessoas tiveram que começar com pouco. Tudo questão de treino. Eu sou extremamente tímida, por mais que não pareça. Ano passado eu comecei a academia e meu professor me chamava de Kelly o tempo todo (é meu segundo nome, mas ninguém me chama assim) e eu morria de medo de corrigir e acabei deixando que ele me chamasse assim por semanas! Eu não conversava com ninguém, mas ia arrastada cinco vezes toda semana, acreditando que minha barriga nunca iria diminuir, que eu nunca iria conseguir pegar pesado nos treinos. E hoje eu consigo levantar mais de 200 kg no leg press. 

Há 1 ano atrás eu era a pessoa desmotivada que não confiava em seu próprio projeto. Eu não tinha coragem de fechar plano anual na academia por medo de desistir, porque eu tinha certeza que eu ia parar, largar tudo e nunca mais cogitar emagrecer novamente. 

Todas as vezes que eu escrevo aqui, sempre lembro vocês que esse tipo de motivação se aplica a qualquer que seja o seu objetivo/projeto. Porque sempre teremos muito mais motivos para desistir do que para seguir em frente. Mas se houver um único motivo para você tentar (no meu caso era uma tremenda baixa autoestima) vale a pena multiplicar esse único motivo e com isso ele se tornará muito maior que a soma todos os motivos que você tinha de não tentar.

E se o seu objetivo foi alcançado ou está se aproximando, não tenha vergonha de compartilhar com  quem está próximo de você. Para algumas pessoas só falta um convite para começar, um pequeno empurrãozinho. Claro que você não precisa criar hashtag no Instagram ou pagar pelo domínio de um blog para divulgar seu projeto, mas se quiser, por que não?

Até mais!
Beijos,



Dri


Comemorando 1 ano de #projetodri40!

Oi pessoal, tudo bem? Faz tempo que não posto aqui, mas hoje é um dia mais que especial para mim e eu não poderia deixar de vir escrever!

Há exato um ano eu decidi fazer as pazes com a pessoa que convive 24 horas por dia desde quando eu existo: a Dri.

Costumo brincar que minha personalidade é subdividida em diversas partes. Existe a Dri cantora, super extrovertida que gosta de ser o centro das atenções, a Dri que é criativa e profissional. Há também a Dri ligada no 220v com respostas e soluções para tudo. No entanto a Adriane, soma de todas estas, andou bem esquecida. A máquina por trás dessa pessoa eclética andava com muitos defeitos.

O excesso de peso nem era o maior dos meus problemas.  A total descrença que eu tinha em mim quanto a conseguir um objetivo me entristecia de tal forma que eu nunca tinha coragem de dar o primeiro passo para nada!

Sou bem instável emocionalmente falando. Vou do 8 ao 80 em segundos, admito. Estouro com muita facilidade, assim como me chateio. Não funciono a base de cobranças, prazos ou pressões. Acho que já disse isso antes aqui no blog, mas se quiser mesmo que eu não faça alguma coisa, insista para que eu faça - postar no blog é uma das exceções, fico feliz quando pedem textos novos :) .

Mas em 30 de junho de 2014, resolvi dar uma chance a mim e decidi perder "só uns cinco quilos". E aqui estou pesando 13 (TREZE) quilos a menos que meu peso máximo da vida  e 10 (DEZ) quilos a menos que há um ano.

Fui muito mais longe do que eu mesma pensei ser capaz. Venci meu próprio medo de fracassar.

Venci!

Quantas pessoas no começo ficaram perdendo tempo se preocupando com quando eu ia parar, com quando eu ia começar a engordar tudo de novo e em dobro? Muitas! Infelizmente "tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá".

Mas nesse um ano eu aprendi a nadar contra a maré e conseguir mesmo quando tentam me impedir.

Descobri que sim, eu posso ser exemplo pra outras pessoas e que eu devo sim compartilhar a minha história com as outras pessoas porque às vezes nossas fraquezas são as mesmas. A melhor forma de aprender é essa, compartilhando nossas vitórias e também nossos fracassos, para que os outros não repitam os mesmos erros, mas alcancem os mesmos acertos!

Então após esse 1 ano (não de blog, mas de projeto propriamente dito) venho agradecer a cada um dos leitores/amigos que acessam esse espaço, que me mandam mensagens de carinho ou que comentam do projeto quando me encontram. Vocês me fazem querer continuar por muito e muito tempo (já até renovei o registro do domínio do blog pra garantir).

Meu muito obrigada a todos os que fizeram/fazem parte do meu projeto, em especial ao pessoal da Estética e a Dra. Fernanda, que cuidam do meu treino e da minha alimentação e suplementação (sem eles nada disso seria tão grandioso).

Foto: Rafael Moreschi / Makeup: Aline Dantas

Beijos e até o próximo post!

Quando as coisas começam a dar errado, volte uma casa

Andei muito sumida daqui do blog, então hoje resolvi falar um pouco sobre uma fase não tão legal que estou enfrentando. No último mês o #projetodri40 andou saindo um pouco do foco e na semana que se passou finalmente parei para pensar no que me fez desanimar.

Nesse momento eu poderia ser hipócrita e dizer que suei a camisa, comi certinho, mas em respeito a vocês que sempre recebem meus textos com muito carinho, eu não preciso vir aqui contar mentiras, forçar a barra e escrever frases motivacionais dizendo que "se eu consigo você também consegue e blá blá blá". 

A questão é que, como todo mundo, minha vida é feita de altos e baixos, e nesse mês eu estou na "baixa temporada". Mas esse final de semana parei para analisar os motivos pelos quais perdi a motivação, o ânimo. Aí eu cheguei a conclusão de que ninguém é obrigado a ser feliz o tempo todo, muito menos gostar de fazer a mesma coisa todo o tempo e que não há nada mais humano do que falhar, fracassar. 

Esses dias fui num evento em que o palestrante disse que o fracasso não é antônimo de sucesso. E eu concordo plenamente. Só fracassa aquele que tenta alcançar o sucesso. E consequentemente para obter sucesso é necessário fracassar muitas vezes. 

Quando eu comecei o projeto eu me desafiei a cada vez que eu tentasse e falhasse, eu tentaria novamente. E é hora de tentar mais uma vez. 

Não, eu não engordei de novo, meu organismo está estabilizado há 5 meses e não consigo mais comer diferente da minha reeducação alimentar, porém ainda tenho metas a atingir. Basicamente o meu percentual de gordura é a nova meta do projeto em termos físicos, mas agora tenho metas profissionais incluídas e quero priorizá-las.

Enfim, o texto não teve nenhum conteúdo muito interessante, apenas para justificar meu sumiço e aproveitar o momento para agradecer aos mais de 2.000 cliques aqui. O meu mais sincero obrigada por dedicarem alguns minutos para ler o que eu escrevo! 

Até o próximo post! 

Dri

Sobre o dia em que eu desisti

Hoje o dia amanheceu diferente. Eu abri os olhos, mas aquela vontade não veio. E eu não lutei contra ela. Eu desisti!

Desisti daquela vontade obsessiva em dormir mais cinco minutos, de vestir aquelas roupas que estavam no armário, de me conformar com minha carreira profissional nada espetacular. Desisti de ser apenas expectadora de uma vida blasé. Sou humana. Eu desisti!

Desisti daquela pessoa refletida no espelho que era tão comum e tão apática, dos tons pastel e da falta de canais da TV aberta. Desisti dos sapatos sem salto, do pastel encharcado e do relógio quebrado. 

Desisti da tristeza, da fraqueza e das incertezas. Desisti de não ser exatamente como desejo, de não fazer o curso que eu quero e de não subir no palco. Desisti de não ter força de vontade, de não ouvir os conselhos dos meus pais e de não fazer nada para ajudar alguém.

Desisti de deixar para amanhã ou semana que vem e de dar desculpas. Desisti de me colocar em segundo plano, de dizer que foi engano. Desisti de não ter o controle dos meus sonhos e de tentar agradar gregos e troianos. 

E quando as realizações se aproximarem e eu cogitar em fugir, vou respirar fundo, contar até três e me render: eu desisti!

Eu não quero ser magra

Nessa semana pipocou na minha linha do tempo do facebook um texto escrito pela Ruth Manus para seu blog no site do jornal Estadão cujo título é "Como assim você não  é magra?" (para ler o texto dela clique aqui).

Aí você olha alí em cima no título da minha postagem e pensa:-A Dri tá doida! Ela está há meses em processo de emagrecimento, fica postando direto sobre isso no Instagram, Facebook , tem até um blog que só fala nesse assunto e agora fala que não quer ser magra? Pirou! Ela caiu em contradição! Ela quer ser magra sim, não tá vendo as fotos de antes e depois? Fica aí falando que perdeu um monte de peso, reduziu medidas e depois fala que não quer ser magra? Conta outra!

Não, eu não pirei e tampouco estou me contradizendo. Aliás, alguma vez eu já postei dieta aqui? Série de exercícios? Receitas detox milagrosas? Não e a resposta continuará a ser sempre não! Porque o #projetodri40 tem muito mais a ver com o meu estado de espírito do que propriamente com o meu peso. Eu não sou e nem nunca vou ser magra nos parâmetros de passarela. Eu nunca vou usar um jeans 36 e tampouco pestar 50 quilos. Não é a toa que o projeto é Dri "40" e que segundo a Ruth Manus não é coisa de gente magra, como nesse trecho do texto:

"Calça tamanho 40. Você tem noção disso? Você está usando QUARENTA. É uma ilusão achar que você pode ser feliz assim. Não sei como você tem coragem de entrar numa loja e pedir isso."

Sabe que tipo de pessoa eu quero ser?  Uma boa colega de trabalho, boa filha, irmã, amiga, namorada, com saúde, sem preocupações, sonhadora, atrapalhada, dedicada, responsável, interessante, engraçada, prestativa. Magra não têm vínculo nenhum com essas qualidades. Emagrecer não me tornou mais mulher do que quando eu era mais gordinha, tampouco atribuiu qualidades que eu já não tivesse. Eu só não estava satisfeita com o meu peso de antes e com a falta de saúde de antes, no entanto o objetivo nunca foi ser magra. A Dri com 75 quilos tinha exatamente a mesma capacidade que a Dri com 63Kg. A única coisa que mudou foi que eu descobri que sou persistente e que quando tenho um objetivo sou capaz de alcançar. Mas ser magra não me qualifica nem me torna melhor preparada para nada. 

Então vamos parar de buscar a "magreza" e vamos buscar a felicidade.

O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído

Boa parte da minha vida possui temas musicais específicos que tocam mentalmente assim como With Arms Wide Open era reproduzida quando Julia Miranda via Pedro em Malhação,  ou quando Palpite tocava ao fundo do romance do Nando e Milena em Por Amor. Mas existe uma música que sempre toca na minha rádio mental nos momentos em que eu estou confusa, desanimada ou literalmente perdida (quem nunca passou por isso?). 




Epitáfio é a música dos Titãs que eu mais gosto e é inevitável dizer que ela tem regido boa parte das minhas decisões nos últimos anos. 

Eu desconheço medo maior que o de me arrepender por perder uma oportunidade. Tenho pavor de pensar que eu "devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer". Deve ser por isso que eu nuca tive medo de assumir o que sentia, de falar o que pensava ou de fazer o que me desse na telha. E trago isso comigo até hoje. 

É obvio que errei feio muitas vezes e pretendo errar muito ainda! Mas garanto que não fui dessas meninas que depois de anos descobriu que aquele garoto da escola por quem era platonicamente apaixonada  também era apaixonado por ela, porque nunca tive, e acho que nunca vou ter, medo de expôr sentimentos (mais amor e menos julgamentos nesse mundo, por favor).

A vida nos desafia todos os dias com ideias novas e a descobrir caminhos diferentes dos que estamos habituados. Então porque não se entregar a outras perspectivas, assumir quem somos, o que queremos e permitir que quando estivermos no final da linha nossa trilha sonora não seja mais Epitáfio dos Titãs? Que tal trocar o disco, levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima?

Até o próximo post! 

Rio 40 Graus

No último post comentei que iria vir para o Rio de Janeiro passar o feriado. E aqui estou para falar um pouquinho sobre como manter em dia o #projetodri40 em meio a uma cidade repleta de tentações. 


Primeiramente tentamos ser muito práticos com o volume de bagagem: uma mochila apenas e que não pesa nem 5 Kg (dá para carregar tudo sem precisar despachar a bagagem). O Gabriel está aqui comigo e pra quem não sabe ele já é um expert em mochilar pelo mundo, então três dias na cidade maravilhosa é fichinha né? 

A verdade é que meu corpo está exausto com a viagem. Sem brincadeira. Ontem andamos muito, muito mesmo, por quase toda a extensão da orla de Copacabana até depois do Arpoador em Ipanema, com direito a visita ao forte de Copacabana. Ida e volta aproximadamente 8 Km. 

E escadas, como subimos escadas nesses dias. No Cristo Redentor, no nosso hotel, sempre escadas por todos os lados. A verdade é que estou fazendo mais aeróbicos por aqui do que na rotina de academia! 

A alimentação não está lá uma Brastemp, mas fui esperta e deixei minhas refeições livres para serem usadas por aqui. Fritura já foi, mas guardei os doces pra amanhã que é Páscoa e dia de dar tchau ao Rio de Janeiro.



Mas voltando a falar no Cristo Redentor, nada mais bonito de se ver especialmente no feriado da Ressurreição. Estar lá mesmo com toda a muvuca de turistas, e olhar pra cima e não ver nada além dele e de um céu lindo é espetacular, vale a pena cada centavo do passeio (dica: vá de van credenciada, subir sem elas é um parto). 

Depois eu escrevo mais, estou exausta! 
Até o próximo post.

Resultados da Dri em 40 semanas de projeto

Conforme prometido no último post, estou aqui para falar dos resultados do #projetodri40 que entrou na quadragésima semana.


Esquerda: Março/2013 - 75Kg (foto: Dani Pupulin) / Direita: Março/2015 -63Kg (foto: Rafael Moreschi)


Vocês já devem saber que eu não tenho acompanhado minha evolução pela balança e sim pela reavaliação física eu faço trimestralmente. E hoje foi dia dela!

Abaixo, vou fazer um comparativo entre a primeira avaliação com a realizada hoje.

Em julho/2014 eu tinha as seguintes medidas nas dobras cutâneas:

  • Tricipital: 29mm
  • Subescapular: 29,5mm
  • Abdominal: 30,40mm
  • Coxa: 43,50mm
  • Supra ilíaca: 23,90mm

Na avaliação de hoje:

  • Tricipital: 17,6mm (-11,4mm)
  • Subescapular: 13,5mm (-16mm)
  • Abdominal: 20,40mm (-10mm)
  • Coxa: 26,50mm (-17,4mm)
  • Supra ilíaca: 15,60mm (-8,3mm)

Minhas circunferencias em julho de 2014 eram:

  • Tórax: 93cm
  • Quadril: 110cm
  • Cintura: 75cm
  • Abdômen: 93cm
  • Escapular: 109,5cm
  • Braço Direito/Esquerdo: 29,5cm/30cm
  • Coxa Direita/Esquerda: 67cm/66cm
  • Panturrilha D/E: 41cm/40,5cm

Hoje:

  • Tórax: 88,6cm (-4,4cm)
  • Quadril: 101cm (-9cm) 
  • Cintura: 67,5cm (-7,5cm)
  • Abdômen: 83,5cm (-9,5cm)
  • Escapular: 103cm (-6,5cm)
  • Braço D/E: 27cm/27cm (-2,5cm/-3cm)
  • Coxa D/E: 63,5cm/63,5cm (-3,5cm/-2,5cm)
  • Panturrilha D/E: 38,5cm/38,5cm  (-2,5cm/-2cm)

Do início do projeto até agora, eliminei 8,5Kg de massa corporal, no entanto foram 9,85Kg de gordura.  Já ganhei 1,35Kg de massa magra e estou conseguindo mantê-la mesmo quando perco peso. Na balança saí dos 72,3Kg para 63,8Kg.

Meu percentual de gordura diminuiu 10,85% e passou de 34,44% para 23,59%. 

Mas muito mais que os números os grandes e verdadeiros resultados que obtive ao longo dessas 40 semanas foram a melhora da minha autoestima, da minha saúde, minha disposição e além disso me tornei mais segura e corajosa, porque sei que se eu traçar um objetivo, sou capaz de atingi-lo! 

E aí, alguém se animou em tentar algo semelhante ao #projetodri40? Contem para mim através do formulário de contato do lado direito ou aqui nos comentários! 

Até o próximo post direto do Rio de Janeiro 40 graus (para combinar com o #projetodri40).


Como será o amanhã?

A semana está acabando e por pouco eu não cumpro meu objetivo de postar duas vezes, mas aqui estou eu vencendo a inércia. 

Quem me conhece sabe que quando o assunto é a passagem dos anos, tenho uma perspectiva bastante animada sobre envelhecer. Gosto de acreditar que cada dia vivido é um dia a mais que perto das pessoas que quero bem e também um dia a mais de experiências, independentemente se positivas ou negativas. 

Já vivi entre 1/4 e 1/3 da minha expectativa de vida, o que é uma quantidade de tempo considerável, mas ainda não sei o que eu quero ser quando crescer. 

Não sei qual a profissão seguir, se quero viver numa grande metrópole ou ter uma vida pacata no interior, se aprendo a andar de bicicleta ou se faço um curso de direção defensiva. A verdade é que estou em constante transformação (nem preciso mencionar minha transformação física ou capilar, né?) e ideias novas surgem a todo momento na minha cabeça. 

Minha paixão por escrever me tornou autora de um blog e me fez voltar a estudar matérias do ensino médio para enfrentar a quarta prova de vestibular da minha vida (espero que dessa vez seja sem lista de espera como todas as outras - que sempre deram certo), enquanto a maioria dos meus colegas da faculdade estão se aperfeiçoando na carreira jurídica ou focados em algum concurso. 

Mas eu acho que seguir a área da minha formação acadêmica atual não é pra mim. Quero usar todo o tempo que tenho disponível agora pra encontrar a "verdadeira Dri", e sinto que  hoje sou o mais próximo disso que já fui ao longo de 25 anos. Não tenho medo de me arrepender no futuro por ter arriscado fazer o que hoje me motiva a ser mais feliz. 

Um dia essa dor vai fazer sentido para você.


Então vamos parar de pensar em como será o amanhã e vamos agir para que ele seja mera consequência das nossas ações de hoje! 

Até o próximo post, provavelmente na terça-feira, que já adianto ser sobre o #projetodri40 e seus resultados.


Depois de nove meses você vê o resultado

Já dizia Beto Jamaica e seu Cumpadre Washington: depois de nove meses você vê o resultado! Mas calma, antes que perguntem, estou falando dos nove meses de #projetodri40 que vou completar semana que vem! E vim falar dos resultados que envolveram não apenas a vontade de emagrecer, mas uma mudança completa na vida da Dri (acho que vocês já repararam na minha mania de me auto referir na terceira pessoa né? Um dia escrevo sobre isso também).



Vamos por partes: eu iniciei o projeto dia 01/07/2014, no auge do inverno, com uma coisa na cabeça: vou pagar apenas um mês de academia porque eu duvido que eu consiga ir um mês inteiro (pra vocês perceberem o quanto eu estava "animada").

No primeiro mês o que aconteceu com o meu peso e o meu corpo indo cinco vezes por semana na academia? Nada! Absolutamente nada! Eu estava com os mesmos 72,3 Kg e o mesmo panceps avantajado. Aí eu resolvi me proporcionar uma segunda chance.

Através de uma amiga, recebi a indicação de uma nutricionista e resolvi me consultar. Chegando lá, ela me avaliou e definiu que o meu peso desejável inicialmente seria de 66 Kg. Mas aí veio a melhor parte de ter escolhido ela para me ajudar: não me prescreveu dieta e sim um plano de reeducação alimentar, que me adaptei com certa facilidade. No início tive a impressão que comia duas vezes mais do que antes, mas com muito mais qualidade.

E então renovei o plano da academia por mais um mês. Meus instrutores na época começaram a me incentivar a continuar e a pegar mais firme nos treinos (confesso que eu tinha preguiça de aumentar a carga e de correr na esteira).

Mas quer saber, eu já estava lá, então resolvi dar o meu máximo no segundo e terceiro meses. E aí chegou um dia temido por mim: a reavaliação física!

Eu estava com muito medo, pois eu não tinha me pesado muitas vezes (apenas nas consultas da nutricionista). Quando começaram a medir minhas dobras cutâneas eu finalmente percebi que a dupla atividade física e reeducação alimentar era imbatível.

A partir dalí peguei gosto pela coisa. Comecei a querer mais, a me propor novos desafios, inclusive participando de duathlon na academia. Meu novo treinador intensificou os treinos e meu peso ficou nos 66Kg que minha nutricionista tinha proposto.

Mas aí os dois lados, tanto os instrutores da academia quanto a minha nutricionista, decidiram que eu podia ir mais longe e abaixaram meu peso alvo para 64 Kg. E três meses depois eu estava lá, novamente animada porque eu tinha conseguido de novo (atualmente estou na casa dos 63). O plano da academia passou para anual e tive alta da nutricionista por seis meses (mas estou com saudade dela e vou marcar para ir nos próximos dias).

No momento faço um treino avançado de hipertrofia, dividido em três grupos (posteriores, quadríceps e superiores) e tenho maior controle sobre a minha respiração. Minha voz está mais firme, alcançando notas com maior precisão (viva o fortalecimento dos músculos abdominais).

E teve também minha mudança externa né? Estou aparentemente "magra" (meu percentual de gordura ainda não tá essa Brastemp, mas enfim, vai melhorar), mudei o cabelo, sorrio com mais facilidade, meu guarda-roupas precisou ser todo renovado e meu pé tá cabendo nos 37 (gente, eu calço 38, faz sentido o pé emagrecer?).

E tem também a parte pessoal. Eu sou formada em Direito pela UEM (não poderia deixar de mencionar que graças a Deus eu sou da 32), mas depois de concluir o curso eu percebi que sou muito mais das artes do que das leis e não dei continuidade aos estudos, não fiz nenhum concurso novo (já sou servidora pública num que prestei durante a faculdade) e agora tenho um novo plano de carreira que tem me feito uma pessoa um pouco mais empolgada!

Depois de ter chegado até a minha calça 40 (se não viu meu post sobre a metáfora da calça clique aqui) eu me sinto finalmente um peixe dentro dágua. E depois de nove meses posso afirmar que renasci e estou indo em busca de todos os meus sonhos! 

Por hoje é só! 
Até o próximo post!

A velha desculpa da falta de tempo

Quem nunca disse que deixou de fazer algo por falta tempo que atire a primeira pedra nesse post. 



Estamos acostumados a usar deste artifício para absolutamente tudo. Não ligamos para nosso amigo no dia do aniversário, não tomamos um café com nossos pais, não frequentamos aquele curso de inglês, não comparecemos ao barzinho com nossa turma, não começamos a fazer aula de pintura, não respondemos aquela mensagem no whatsapp, tampouco conversamos com as pessoas que costumavam fazer parte do nosso cotidiano, não voltamos para a faculdade e também não estudamos para passar num concurso melhor por "pura falta de tempo". 

Mas essa desculpa é de longe a maior falácia já inventada pela humanidade. Considerando que as pessoas dormem 8 horas por dia (jogando para cima), trabalham 9 horas (incluindo o tempo de transporte ida e volta), gastam 1 hora em suas refeições e também 1 hora de higiene pessoal, temos o saldo de 5 horas diárias. E em 5 horas não temos tempo de conversar 10 minutos? De fazer uma aula de inglês de 1 hora? De ir uma única vez na semana se encontrar com seus amigos por duas horas e comer uma porção? De responder a mensagem do nosso amigo que demora no máximo 30 segundos para ser digitada?  De fazer 30 minutos de caminhada pra ajudar nosso coração? É essa constante alegação de falta de tempo acaba afastando definitivamente as pessoas, tornando as relações humanas mais frias e ainda frustrando gente cheia de desejos mas que por falta de organização acaba desperdiçando essas cinco horas preciosas em reclamações de que não tem tempo para nada. 

Hoje é sexta-feira e quero propor um desafio para ser cumprido na próxima semana: tente não usar a falta de tempo como desculpa e ligue pra um amigo(a) e conversem sobre vocês. Aceite um convite para passear no bosque e marque uma aula experimental no curso que você está interessado em fazer. 

Tenho certeza que vai ser mais fácil do que você imagina! 

Até a próxima! 
E graças a Deus hoje é sexta-feira! ( Chico Pinheiro feelings).


Construindo a melhor versão de mim mesma

Um aviso de antemão: este post é de longe o mais pessoal escrito até agora, então se não quiser saber muito da minha história de vida, é melhor nem começar a rolar a página.

Quando somos crianças temos um punhado de sonhos que nem sempre vão persistir em nossos corações, especialmente quando descobrimos que nossas aptidões não são muito compatíveis com eles. 


A grande causadora das frustrações humanas, ao meu ver, é a vontade de ser exatamente como outra pessoa aparenta ser. Mas as aparências enganam, e muito. Por isso devemos buscar sermos apenas nós mesmos, mas não de maneira medíocre. Devemos fazer o melhor possível para nos tornarmos o melhor que estamos aptos a ser.

Aos 12 anos, eu me enxergava como uma menina de cabelo enroladinho, dentes tortos, que usava All Star, camisetas e calças largas, nerd ao extremo, que passava a tarde toda no Colégio estudando, fazendo aulas de vôlei, teatro, basquete e coral, mas  que pensava ser apenas uma garota invisível. A Dri de 2002 tinha acabado de descobrir suas primeiras desilusões, tinha uma autoestima baixa, ficava as noites escrevendo nos diários mais sobre a vida das amigas de seu "quinteto" do que sobre a própria vida, porque pensava que não havia nada de interessante sobre ela. Todavia, a Dri de 2002 cantava no coral da escola, e era a solista. A Dri de 2002 fazia teatro e seu papel possuía falas importantes para o desfecho da protagonista. A Dri de 2002 não era rápida na quadra de basquete, mas não errava uma bandeja porque ela treinava muito com a bola que trazia de casa. A Dri de 2002 recebia certificado Duc In Altum a cada fim de bimestre. A Dri de 2002 ganhou 2º lugar junto com a amiga na noite da música da escola (que envolvia alunos da 3ª série do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio) com uma letra escrita para suas amigas. E a Dri de 2002, por mais que não soubesse, era a MELHOR versão possível que ela poderia ser dela mesma. 

Hoje eu sei que ainda iria passar por fases muito, mas MUITO piores do que quando tinha 12 anos. Eu de fato fui invisível por muito tempo, mas não para o mundo. Eu fui invisível para mim. Deixei de fazer qualquer coisa que me tornasse mais confiante, deixei de cantar, de me preocupar com a roupa que eu iria usar (uma rasteirinha, uma bermuda e uma blusa bem fechada era o meu uniforme), deixei de arrumar o cabelo e usava sempre preso todo para trás, deixei de me admirar e permiti que outras pessoas também não me admirassem.

Sabe o que eu ganhei nessa época? 17 quilos que foram capazes de eliminar qualquer vestígio de determinação, coragem e amor próprio que eu ainda tinha. 

Conhecem aquela frase que todas as mães repetem aos filhos em crise "Calma! Vai passar!"? Sim, VAI PASSAR! Um dia eu acordei pra vida e rompi com a minha imagem triste no espelho! Fui no salão e pintei meu cabelo de ruivo LARANJA! E isso foi muito antes de pensar em emagrecer. Mas foi o passo mais certo e importante que eu dei na minha vida. Eu me tornei visível (afinal, um cabelo laranja jamais passaria despercebido rs.) e passei a gostar do ar de autoconfiança que ele transmitia. Logo em seguida cortei bem curtinho repicado, parecia uma pessoa cheia de personalidade. PARECIA, mas ainda não era.  

Aquela pessoa de cabelo laranja que refletia em todos os espelhos que eu passava começou a merecer minha atenção. E eu fui me soltando, me permitindo fazer absolutamente tudo o que eu nunca tinha feito por mim (exceto coisas ilícitas, porque apesar de tudo sou careta), especialmente porque era 2012 e eu acreditava na profecia dos Maias de que o mundo ia acabar em dezembro (só que não). E me tornei a Dri de 2012, bem mais consciente que a Dri de 2002, mais racional, mais decidida, que passou na OAB, que cantou na noite cultural do curso (vide foto do post), conheceu o atual namorado, terminou a faculdade, que entrou com toda a coragem no baile de formatura, que suspirou fundo quando pegou o diploma em mãos e descobriu que apesar de muito tempo de invisibilidade, ainda era capaz de ir muito longe e de ser a cada dia um pouco mais parecida com a melhor versão que eu poderia ser!


E o que eu quis dizer com esse blá blá blá todo? A única pessoa que você pode ser é você mesmo. Não adianta querer o sucesso financeiro, pessoal ou profissional de outra pessoa. No final das contas, mesmo que alcance exatamente o que o outro conquistou, ainda será você. 

E com essa reflexão confusa (mas que faz todo sentido) é que eu termino essa segunda-feira.

Até mais!


A metáfora da calça jeans

Quando eu me propus a mudar de hábitos (e não estou falando da Whoopi Goldberg), usei como meta trocar o número da calça jeans. Mas por trás disso eu estava querendo deixar para trás uma grande frustração com o meu corpo, o meu desânimo com a vida, que incluía acordar tarde, ir arrastada para o trabalho e pouco fazer por mim. 

A grande verdade é que a minha mudança externa é muito pequena perto do que mudou em mim "por dentro". Trocar a calça jeans é apenas uma metáfora de tudo o que eu deixei pra trás.

Eu voltei a ter sonhos e a querer lutar por eles. Voltei a cantar, voltei a estudar (e se tudo der certo em 2016 volto para uma nova graduação), passei a me sentir mais bonita (mesmo me maquiando menos), comecei a sentir prazer em movimentar meu corpo, de escolher as roupas que eu gosto e não as que servem. Mudei o relacionamento com o meu ego, com a minha auto confiança e acho que não poderia ter tido decisão mais acertada do que essa. 

Eu decidi deixar para trás todas as coisas ruins que eu pensava, toda a falta de coragem e especialmente parei de dar ouvidos ao que iam falar. Dei a cara a tapa para a vida e resolvi assumir o controle. E finalmente, hoje sou a Dri que eu sempre quis ser! 

Então, pega a sua "calça jeans antiga" e manda ela pra longe.


Até mais pessoal!

Acima de tudo o amor próprio

Vivemos em um planeta onde dar opinião sobre a vida alheia é mais importante que lavar sua própria louça.

Emitir juízos de valor sobre os outros é algo muito perigoso e que deve ser evitado.

Parece meio contraditório que eu, autora de um blog sobre emagrecimento, venha falar desse assunto, mas por experiência própria posso afirmar com absoluta certeza: ninguém deve mudar em função da opinião alheia.

O que precisamos saber é que a felicidade é um elemento subjetivo e que não há fórmula ou padrão para alcançá-la. Então ao mesmo tempo que pessoas gordas podem ser e são verdadeiramente felizes, pessoas magras podem ser e são depressivas, inseguras e superficiais.

Desde o princípio tentei deixar claro que o objetivo do blog era e sempre será compartilhar a minha experiência em busca da minha meta. E não, eu não busco magreza, não busco um mundo de pessoas que só ingerem suco detox e comem batata doce, especialmente porque eu não vim aqui passar fórmula mágica ou dieta milagrosa (sinto muito se você veio até aqui esperando por esses truques).

O meu real e único objetivo é melhorar a minha saúde que começou a dar sinais de que as coisas andavam erradas. Minha mente já não conseguia manter afastados os pensamentos negativos que eu tinha da minha aparência. Eu já não amava mais o corpo que eu habitava e esse era o meu maior conflito. E está aí o ponto da postagem!

Hoje fui a uma palestra interessantíssima e nela o palestrante ilustrou bem como o amor se concretiza (na visão cristã da coisa, mas perfeitamente aplicável como exemplo aqui, independentemente de crenças). Primeiro ponto: o amor deve partir de dentro, o que ele chama de auto amor. Quando você se ama da forma que é, o seu ser está apto a amar ao próximo como a sí mesmo.

Então se você se ama do jeito que é (gordo, magro, desastrado, organizado...)  você vai transparecer ser alguém mais interessante, mais confiante e até mais bonito!




Esse era o recado de hoje! 

Até o próximo post.

E as críticas pela exposição? Como a Dri lida com isso?

Nem tudo são flores quando o assunto é compartilhamento do #projetodri40 nas minhas redes sociais.

Tudo bem que até hoje não recebi nenhum tipo de ofensa direta, mas sei que tem muita gente que tenta me atingir e reprimir minhas postagens. O fato é que cada dia mais pessoas conhecem a minha história e de certa forma se sentem motivados ( e não, eu não quero que todo mundo emagreça). A minha meta é sim ter um corpo que eu considero ideal para mim, evitar diversas doenças provocadas pelo excesso de peso, sedentarismo e má alimentação. Mas essa é a minha meta. 

Tenho amigos que já me disseram que começaram a fazer natação por minha influência, que começaram a estudar diariamente, que foram correr no parque, que aprenderam a tocar guitarra...


A grande verdade é que eu ganhei muito mais que uma vida mais saudável. Eu me reaproximei de pessoas que eu não conversava há cinco, dez anos, e que por causa do #projetodri40 me param para saber mais, para me incentivar e também para contar sobre uma meta delas.

Em casa mudamos os hábitos e todos nós estamos vivendo juntos os reflexos das minhas escolhas. Meu namorado corre comigo de vez em quando.

Graças à divulgação do #projeto conheci muita gente disposta a me ajudar a alcançar meu objetivo (meus professores, minha nutricionista, minha médica, pessoas da internet, dentre outras).

Então, podem continuar dizendo por aí que acha brega postar antes e depois, hashtags, expor foto com a barriga aparecendo.
Se uma e tão somente uma pessoa se identificar com o meu "antes e depois", me localizar pela hashtag que eu marquei e saber que é possível sim fazer o que eu fiz pela minha saúde, então será por essa pessoa que eu vou continuar postando, escrevendo e fotografando.

Fotógrafo: Rafael Moreschi. Maquiagem: Aline Dantas.

PS: viram essa foto do ensaio que eu fiz para o fotógrafo Rafael Moreschi? É um desses exemplos de pessoas que voltei a ter contato depois de muitos anos.

Por hoje é só. 
Até o próximo post. 

Dri