Resultados da Dri em 40 semanas de projeto

Conforme prometido no último post, estou aqui para falar dos resultados do #projetodri40 que entrou na quadragésima semana.


Esquerda: Março/2013 - 75Kg (foto: Dani Pupulin) / Direita: Março/2015 -63Kg (foto: Rafael Moreschi)


Vocês já devem saber que eu não tenho acompanhado minha evolução pela balança e sim pela reavaliação física eu faço trimestralmente. E hoje foi dia dela!

Abaixo, vou fazer um comparativo entre a primeira avaliação com a realizada hoje.

Em julho/2014 eu tinha as seguintes medidas nas dobras cutâneas:

  • Tricipital: 29mm
  • Subescapular: 29,5mm
  • Abdominal: 30,40mm
  • Coxa: 43,50mm
  • Supra ilíaca: 23,90mm

Na avaliação de hoje:

  • Tricipital: 17,6mm (-11,4mm)
  • Subescapular: 13,5mm (-16mm)
  • Abdominal: 20,40mm (-10mm)
  • Coxa: 26,50mm (-17,4mm)
  • Supra ilíaca: 15,60mm (-8,3mm)

Minhas circunferencias em julho de 2014 eram:

  • Tórax: 93cm
  • Quadril: 110cm
  • Cintura: 75cm
  • Abdômen: 93cm
  • Escapular: 109,5cm
  • Braço Direito/Esquerdo: 29,5cm/30cm
  • Coxa Direita/Esquerda: 67cm/66cm
  • Panturrilha D/E: 41cm/40,5cm

Hoje:

  • Tórax: 88,6cm (-4,4cm)
  • Quadril: 101cm (-9cm) 
  • Cintura: 67,5cm (-7,5cm)
  • Abdômen: 83,5cm (-9,5cm)
  • Escapular: 103cm (-6,5cm)
  • Braço D/E: 27cm/27cm (-2,5cm/-3cm)
  • Coxa D/E: 63,5cm/63,5cm (-3,5cm/-2,5cm)
  • Panturrilha D/E: 38,5cm/38,5cm  (-2,5cm/-2cm)

Do início do projeto até agora, eliminei 8,5Kg de massa corporal, no entanto foram 9,85Kg de gordura.  Já ganhei 1,35Kg de massa magra e estou conseguindo mantê-la mesmo quando perco peso. Na balança saí dos 72,3Kg para 63,8Kg.

Meu percentual de gordura diminuiu 10,85% e passou de 34,44% para 23,59%. 

Mas muito mais que os números os grandes e verdadeiros resultados que obtive ao longo dessas 40 semanas foram a melhora da minha autoestima, da minha saúde, minha disposição e além disso me tornei mais segura e corajosa, porque sei que se eu traçar um objetivo, sou capaz de atingi-lo! 

E aí, alguém se animou em tentar algo semelhante ao #projetodri40? Contem para mim através do formulário de contato do lado direito ou aqui nos comentários! 

Até o próximo post direto do Rio de Janeiro 40 graus (para combinar com o #projetodri40).


Como será o amanhã?

A semana está acabando e por pouco eu não cumpro meu objetivo de postar duas vezes, mas aqui estou eu vencendo a inércia. 

Quem me conhece sabe que quando o assunto é a passagem dos anos, tenho uma perspectiva bastante animada sobre envelhecer. Gosto de acreditar que cada dia vivido é um dia a mais que perto das pessoas que quero bem e também um dia a mais de experiências, independentemente se positivas ou negativas. 

Já vivi entre 1/4 e 1/3 da minha expectativa de vida, o que é uma quantidade de tempo considerável, mas ainda não sei o que eu quero ser quando crescer. 

Não sei qual a profissão seguir, se quero viver numa grande metrópole ou ter uma vida pacata no interior, se aprendo a andar de bicicleta ou se faço um curso de direção defensiva. A verdade é que estou em constante transformação (nem preciso mencionar minha transformação física ou capilar, né?) e ideias novas surgem a todo momento na minha cabeça. 

Minha paixão por escrever me tornou autora de um blog e me fez voltar a estudar matérias do ensino médio para enfrentar a quarta prova de vestibular da minha vida (espero que dessa vez seja sem lista de espera como todas as outras - que sempre deram certo), enquanto a maioria dos meus colegas da faculdade estão se aperfeiçoando na carreira jurídica ou focados em algum concurso. 

Mas eu acho que seguir a área da minha formação acadêmica atual não é pra mim. Quero usar todo o tempo que tenho disponível agora pra encontrar a "verdadeira Dri", e sinto que  hoje sou o mais próximo disso que já fui ao longo de 25 anos. Não tenho medo de me arrepender no futuro por ter arriscado fazer o que hoje me motiva a ser mais feliz. 

Um dia essa dor vai fazer sentido para você.


Então vamos parar de pensar em como será o amanhã e vamos agir para que ele seja mera consequência das nossas ações de hoje! 

Até o próximo post, provavelmente na terça-feira, que já adianto ser sobre o #projetodri40 e seus resultados.


Depois de nove meses você vê o resultado

Já dizia Beto Jamaica e seu Cumpadre Washington: depois de nove meses você vê o resultado! Mas calma, antes que perguntem, estou falando dos nove meses de #projetodri40 que vou completar semana que vem! E vim falar dos resultados que envolveram não apenas a vontade de emagrecer, mas uma mudança completa na vida da Dri (acho que vocês já repararam na minha mania de me auto referir na terceira pessoa né? Um dia escrevo sobre isso também).



Vamos por partes: eu iniciei o projeto dia 01/07/2014, no auge do inverno, com uma coisa na cabeça: vou pagar apenas um mês de academia porque eu duvido que eu consiga ir um mês inteiro (pra vocês perceberem o quanto eu estava "animada").

No primeiro mês o que aconteceu com o meu peso e o meu corpo indo cinco vezes por semana na academia? Nada! Absolutamente nada! Eu estava com os mesmos 72,3 Kg e o mesmo panceps avantajado. Aí eu resolvi me proporcionar uma segunda chance.

Através de uma amiga, recebi a indicação de uma nutricionista e resolvi me consultar. Chegando lá, ela me avaliou e definiu que o meu peso desejável inicialmente seria de 66 Kg. Mas aí veio a melhor parte de ter escolhido ela para me ajudar: não me prescreveu dieta e sim um plano de reeducação alimentar, que me adaptei com certa facilidade. No início tive a impressão que comia duas vezes mais do que antes, mas com muito mais qualidade.

E então renovei o plano da academia por mais um mês. Meus instrutores na época começaram a me incentivar a continuar e a pegar mais firme nos treinos (confesso que eu tinha preguiça de aumentar a carga e de correr na esteira).

Mas quer saber, eu já estava lá, então resolvi dar o meu máximo no segundo e terceiro meses. E aí chegou um dia temido por mim: a reavaliação física!

Eu estava com muito medo, pois eu não tinha me pesado muitas vezes (apenas nas consultas da nutricionista). Quando começaram a medir minhas dobras cutâneas eu finalmente percebi que a dupla atividade física e reeducação alimentar era imbatível.

A partir dalí peguei gosto pela coisa. Comecei a querer mais, a me propor novos desafios, inclusive participando de duathlon na academia. Meu novo treinador intensificou os treinos e meu peso ficou nos 66Kg que minha nutricionista tinha proposto.

Mas aí os dois lados, tanto os instrutores da academia quanto a minha nutricionista, decidiram que eu podia ir mais longe e abaixaram meu peso alvo para 64 Kg. E três meses depois eu estava lá, novamente animada porque eu tinha conseguido de novo (atualmente estou na casa dos 63). O plano da academia passou para anual e tive alta da nutricionista por seis meses (mas estou com saudade dela e vou marcar para ir nos próximos dias).

No momento faço um treino avançado de hipertrofia, dividido em três grupos (posteriores, quadríceps e superiores) e tenho maior controle sobre a minha respiração. Minha voz está mais firme, alcançando notas com maior precisão (viva o fortalecimento dos músculos abdominais).

E teve também minha mudança externa né? Estou aparentemente "magra" (meu percentual de gordura ainda não tá essa Brastemp, mas enfim, vai melhorar), mudei o cabelo, sorrio com mais facilidade, meu guarda-roupas precisou ser todo renovado e meu pé tá cabendo nos 37 (gente, eu calço 38, faz sentido o pé emagrecer?).

E tem também a parte pessoal. Eu sou formada em Direito pela UEM (não poderia deixar de mencionar que graças a Deus eu sou da 32), mas depois de concluir o curso eu percebi que sou muito mais das artes do que das leis e não dei continuidade aos estudos, não fiz nenhum concurso novo (já sou servidora pública num que prestei durante a faculdade) e agora tenho um novo plano de carreira que tem me feito uma pessoa um pouco mais empolgada!

Depois de ter chegado até a minha calça 40 (se não viu meu post sobre a metáfora da calça clique aqui) eu me sinto finalmente um peixe dentro dágua. E depois de nove meses posso afirmar que renasci e estou indo em busca de todos os meus sonhos! 

Por hoje é só! 
Até o próximo post!

A velha desculpa da falta de tempo

Quem nunca disse que deixou de fazer algo por falta tempo que atire a primeira pedra nesse post. 



Estamos acostumados a usar deste artifício para absolutamente tudo. Não ligamos para nosso amigo no dia do aniversário, não tomamos um café com nossos pais, não frequentamos aquele curso de inglês, não comparecemos ao barzinho com nossa turma, não começamos a fazer aula de pintura, não respondemos aquela mensagem no whatsapp, tampouco conversamos com as pessoas que costumavam fazer parte do nosso cotidiano, não voltamos para a faculdade e também não estudamos para passar num concurso melhor por "pura falta de tempo". 

Mas essa desculpa é de longe a maior falácia já inventada pela humanidade. Considerando que as pessoas dormem 8 horas por dia (jogando para cima), trabalham 9 horas (incluindo o tempo de transporte ida e volta), gastam 1 hora em suas refeições e também 1 hora de higiene pessoal, temos o saldo de 5 horas diárias. E em 5 horas não temos tempo de conversar 10 minutos? De fazer uma aula de inglês de 1 hora? De ir uma única vez na semana se encontrar com seus amigos por duas horas e comer uma porção? De responder a mensagem do nosso amigo que demora no máximo 30 segundos para ser digitada?  De fazer 30 minutos de caminhada pra ajudar nosso coração? É essa constante alegação de falta de tempo acaba afastando definitivamente as pessoas, tornando as relações humanas mais frias e ainda frustrando gente cheia de desejos mas que por falta de organização acaba desperdiçando essas cinco horas preciosas em reclamações de que não tem tempo para nada. 

Hoje é sexta-feira e quero propor um desafio para ser cumprido na próxima semana: tente não usar a falta de tempo como desculpa e ligue pra um amigo(a) e conversem sobre vocês. Aceite um convite para passear no bosque e marque uma aula experimental no curso que você está interessado em fazer. 

Tenho certeza que vai ser mais fácil do que você imagina! 

Até a próxima! 
E graças a Deus hoje é sexta-feira! ( Chico Pinheiro feelings).


Construindo a melhor versão de mim mesma

Um aviso de antemão: este post é de longe o mais pessoal escrito até agora, então se não quiser saber muito da minha história de vida, é melhor nem começar a rolar a página.

Quando somos crianças temos um punhado de sonhos que nem sempre vão persistir em nossos corações, especialmente quando descobrimos que nossas aptidões não são muito compatíveis com eles. 


A grande causadora das frustrações humanas, ao meu ver, é a vontade de ser exatamente como outra pessoa aparenta ser. Mas as aparências enganam, e muito. Por isso devemos buscar sermos apenas nós mesmos, mas não de maneira medíocre. Devemos fazer o melhor possível para nos tornarmos o melhor que estamos aptos a ser.

Aos 12 anos, eu me enxergava como uma menina de cabelo enroladinho, dentes tortos, que usava All Star, camisetas e calças largas, nerd ao extremo, que passava a tarde toda no Colégio estudando, fazendo aulas de vôlei, teatro, basquete e coral, mas  que pensava ser apenas uma garota invisível. A Dri de 2002 tinha acabado de descobrir suas primeiras desilusões, tinha uma autoestima baixa, ficava as noites escrevendo nos diários mais sobre a vida das amigas de seu "quinteto" do que sobre a própria vida, porque pensava que não havia nada de interessante sobre ela. Todavia, a Dri de 2002 cantava no coral da escola, e era a solista. A Dri de 2002 fazia teatro e seu papel possuía falas importantes para o desfecho da protagonista. A Dri de 2002 não era rápida na quadra de basquete, mas não errava uma bandeja porque ela treinava muito com a bola que trazia de casa. A Dri de 2002 recebia certificado Duc In Altum a cada fim de bimestre. A Dri de 2002 ganhou 2º lugar junto com a amiga na noite da música da escola (que envolvia alunos da 3ª série do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio) com uma letra escrita para suas amigas. E a Dri de 2002, por mais que não soubesse, era a MELHOR versão possível que ela poderia ser dela mesma. 

Hoje eu sei que ainda iria passar por fases muito, mas MUITO piores do que quando tinha 12 anos. Eu de fato fui invisível por muito tempo, mas não para o mundo. Eu fui invisível para mim. Deixei de fazer qualquer coisa que me tornasse mais confiante, deixei de cantar, de me preocupar com a roupa que eu iria usar (uma rasteirinha, uma bermuda e uma blusa bem fechada era o meu uniforme), deixei de arrumar o cabelo e usava sempre preso todo para trás, deixei de me admirar e permiti que outras pessoas também não me admirassem.

Sabe o que eu ganhei nessa época? 17 quilos que foram capazes de eliminar qualquer vestígio de determinação, coragem e amor próprio que eu ainda tinha. 

Conhecem aquela frase que todas as mães repetem aos filhos em crise "Calma! Vai passar!"? Sim, VAI PASSAR! Um dia eu acordei pra vida e rompi com a minha imagem triste no espelho! Fui no salão e pintei meu cabelo de ruivo LARANJA! E isso foi muito antes de pensar em emagrecer. Mas foi o passo mais certo e importante que eu dei na minha vida. Eu me tornei visível (afinal, um cabelo laranja jamais passaria despercebido rs.) e passei a gostar do ar de autoconfiança que ele transmitia. Logo em seguida cortei bem curtinho repicado, parecia uma pessoa cheia de personalidade. PARECIA, mas ainda não era.  

Aquela pessoa de cabelo laranja que refletia em todos os espelhos que eu passava começou a merecer minha atenção. E eu fui me soltando, me permitindo fazer absolutamente tudo o que eu nunca tinha feito por mim (exceto coisas ilícitas, porque apesar de tudo sou careta), especialmente porque era 2012 e eu acreditava na profecia dos Maias de que o mundo ia acabar em dezembro (só que não). E me tornei a Dri de 2012, bem mais consciente que a Dri de 2002, mais racional, mais decidida, que passou na OAB, que cantou na noite cultural do curso (vide foto do post), conheceu o atual namorado, terminou a faculdade, que entrou com toda a coragem no baile de formatura, que suspirou fundo quando pegou o diploma em mãos e descobriu que apesar de muito tempo de invisibilidade, ainda era capaz de ir muito longe e de ser a cada dia um pouco mais parecida com a melhor versão que eu poderia ser!


E o que eu quis dizer com esse blá blá blá todo? A única pessoa que você pode ser é você mesmo. Não adianta querer o sucesso financeiro, pessoal ou profissional de outra pessoa. No final das contas, mesmo que alcance exatamente o que o outro conquistou, ainda será você. 

E com essa reflexão confusa (mas que faz todo sentido) é que eu termino essa segunda-feira.

Até mais!


A metáfora da calça jeans

Quando eu me propus a mudar de hábitos (e não estou falando da Whoopi Goldberg), usei como meta trocar o número da calça jeans. Mas por trás disso eu estava querendo deixar para trás uma grande frustração com o meu corpo, o meu desânimo com a vida, que incluía acordar tarde, ir arrastada para o trabalho e pouco fazer por mim. 

A grande verdade é que a minha mudança externa é muito pequena perto do que mudou em mim "por dentro". Trocar a calça jeans é apenas uma metáfora de tudo o que eu deixei pra trás.

Eu voltei a ter sonhos e a querer lutar por eles. Voltei a cantar, voltei a estudar (e se tudo der certo em 2016 volto para uma nova graduação), passei a me sentir mais bonita (mesmo me maquiando menos), comecei a sentir prazer em movimentar meu corpo, de escolher as roupas que eu gosto e não as que servem. Mudei o relacionamento com o meu ego, com a minha auto confiança e acho que não poderia ter tido decisão mais acertada do que essa. 

Eu decidi deixar para trás todas as coisas ruins que eu pensava, toda a falta de coragem e especialmente parei de dar ouvidos ao que iam falar. Dei a cara a tapa para a vida e resolvi assumir o controle. E finalmente, hoje sou a Dri que eu sempre quis ser! 

Então, pega a sua "calça jeans antiga" e manda ela pra longe.


Até mais pessoal!

Acima de tudo o amor próprio

Vivemos em um planeta onde dar opinião sobre a vida alheia é mais importante que lavar sua própria louça.

Emitir juízos de valor sobre os outros é algo muito perigoso e que deve ser evitado.

Parece meio contraditório que eu, autora de um blog sobre emagrecimento, venha falar desse assunto, mas por experiência própria posso afirmar com absoluta certeza: ninguém deve mudar em função da opinião alheia.

O que precisamos saber é que a felicidade é um elemento subjetivo e que não há fórmula ou padrão para alcançá-la. Então ao mesmo tempo que pessoas gordas podem ser e são verdadeiramente felizes, pessoas magras podem ser e são depressivas, inseguras e superficiais.

Desde o princípio tentei deixar claro que o objetivo do blog era e sempre será compartilhar a minha experiência em busca da minha meta. E não, eu não busco magreza, não busco um mundo de pessoas que só ingerem suco detox e comem batata doce, especialmente porque eu não vim aqui passar fórmula mágica ou dieta milagrosa (sinto muito se você veio até aqui esperando por esses truques).

O meu real e único objetivo é melhorar a minha saúde que começou a dar sinais de que as coisas andavam erradas. Minha mente já não conseguia manter afastados os pensamentos negativos que eu tinha da minha aparência. Eu já não amava mais o corpo que eu habitava e esse era o meu maior conflito. E está aí o ponto da postagem!

Hoje fui a uma palestra interessantíssima e nela o palestrante ilustrou bem como o amor se concretiza (na visão cristã da coisa, mas perfeitamente aplicável como exemplo aqui, independentemente de crenças). Primeiro ponto: o amor deve partir de dentro, o que ele chama de auto amor. Quando você se ama da forma que é, o seu ser está apto a amar ao próximo como a sí mesmo.

Então se você se ama do jeito que é (gordo, magro, desastrado, organizado...)  você vai transparecer ser alguém mais interessante, mais confiante e até mais bonito!




Esse era o recado de hoje! 

Até o próximo post.

E as críticas pela exposição? Como a Dri lida com isso?

Nem tudo são flores quando o assunto é compartilhamento do #projetodri40 nas minhas redes sociais.

Tudo bem que até hoje não recebi nenhum tipo de ofensa direta, mas sei que tem muita gente que tenta me atingir e reprimir minhas postagens. O fato é que cada dia mais pessoas conhecem a minha história e de certa forma se sentem motivados ( e não, eu não quero que todo mundo emagreça). A minha meta é sim ter um corpo que eu considero ideal para mim, evitar diversas doenças provocadas pelo excesso de peso, sedentarismo e má alimentação. Mas essa é a minha meta. 

Tenho amigos que já me disseram que começaram a fazer natação por minha influência, que começaram a estudar diariamente, que foram correr no parque, que aprenderam a tocar guitarra...


A grande verdade é que eu ganhei muito mais que uma vida mais saudável. Eu me reaproximei de pessoas que eu não conversava há cinco, dez anos, e que por causa do #projetodri40 me param para saber mais, para me incentivar e também para contar sobre uma meta delas.

Em casa mudamos os hábitos e todos nós estamos vivendo juntos os reflexos das minhas escolhas. Meu namorado corre comigo de vez em quando.

Graças à divulgação do #projeto conheci muita gente disposta a me ajudar a alcançar meu objetivo (meus professores, minha nutricionista, minha médica, pessoas da internet, dentre outras).

Então, podem continuar dizendo por aí que acha brega postar antes e depois, hashtags, expor foto com a barriga aparecendo.
Se uma e tão somente uma pessoa se identificar com o meu "antes e depois", me localizar pela hashtag que eu marquei e saber que é possível sim fazer o que eu fiz pela minha saúde, então será por essa pessoa que eu vou continuar postando, escrevendo e fotografando.

Fotógrafo: Rafael Moreschi. Maquiagem: Aline Dantas.

PS: viram essa foto do ensaio que eu fiz para o fotógrafo Rafael Moreschi? É um desses exemplos de pessoas que voltei a ter contato depois de muitos anos.

Por hoje é só. 
Até o próximo post. 

Dri

E o que o #100happydays tem a ver com o #projetodri40

No ano passado conheci através do facebook uma espécie de desafio chamado #100happydays, cujo objetivo era que durante 100 dias consecutivos você observasse pequenos momentos de seu dia que lhe trouxessem felicidade, mesmo naqueles dias terríveis em que nada parecia bom e compartilhasse em uma rede social de sua preferência uma foto que simbolizasse aquele momento.

Eu que adoro uma rede social, me informei mais sobre o desafio através do site http://100happydays.com/pt/ e decidi completar o desafio utilizando o Instagram.

Algo me chamou a atenção quanto ao resultado das pessoas que tentaram completar o desafio: 71% dos que tentaram completar o desafio falharam, mas eu sou extremamente competitiva, não aceitaria ficar nessa estatística.

Para ajudar eu estava me sentindo um pouco solitária porque meu namorado inventou de fazer um mochilão por quase um mês e eu ia ficar sem companhia para 1/3 das coisas que eu costumo fazer.

Assim, aceitei o desafio e durante 100 dias eu compartilhei uma foto do que tinha me feito feliz (o pão de queijo da minha mãe, a balada com as amigas, o chocolate quente no dia frio, a música que tocou no rádio, dentre muitas outras coisas).

Nesse meio tempo, eu parei para reparar mais em mim, no que me tornava mais Dri e menos Adriane (entende?). A verdade é que eu sempre me desdobrei em mil partes para os outros e me deixei completamente de lado. Já não pintava as unhas, não ligava se a calça estava estourando de tão apertada e também não ligava para a exaustão que eu sentia ao terminar de subir pelas rampas do prédio até o apartamento em que moro (sim, meu prédio não tem elevador ou escadas, tem rampas).

Em meio ao #100happydays eu comecei a sentir algo mudando dentro de mim, porque com meu espírito competitivo de querer vencer o desafio eu comecei a literalmente procurar motivos de felicidade no meu cotidiano.

E daí vem a parte chata. Lá pelo trigésimo dia de desafio eu comecei a reparar também no que me deixava triste no dia. A calça jeans que não fechava confortavelmente (trabalho 7 horas por dia sem interrupção e em 80% do tempo fico sentada), a blusa que dá aquela marcada na barriga, a papada que aparece em todos os ângulos possíveis, a falta de fôlego que mencionei acima... Então eu resolvi tomar uma atitude e peguei meu trampolim de jump e, me achando a atleta, coloquei uma aula para rodar na TV. E não aguentei 15 minutos.

Mas o simples fato de ter tentado aquele dia me fez refletir que eu deveria tentar mais uma vez. E até comprei uma camiseta bem motivacional, postada no dia 43 do desafio.




E assim surgiu o meu #projetodri40. No início ele era bem modesto, diga-se de passagem. Tudo o que eu queria era caber confortavelmente numa calça jeans 40. Eu estava vestindo 42 quase 44 e achei que em seis meses eu ia finalmente conseguir comprar uma calça jeans no tamanho dos meus sonhos.

Só que eu descobri que, da mesma maneira em que eu fui capaz de cumprir os #100happydays, eu era capaz de atingir o meu objetivo muito antes do prazo. E melhor, que eu sou capaz de ir muito além disso.

Então pra você que anda meio desmotivado(a) para qualquer que seja o seu desejo, eu te desafio a tentar cumprir a meta dos 100 dias felizes. Se não quiser compartilhar com ninguém, sugiro que você pegue uma folha de caderno e vá anotando diariamente o que te fez bem naquele dia (deixe ela embaixo do travesseiro para que todos os dias antes de dormir você se lembre de anotar).

E aí você vai ver que fazer parte dos 29% que chegaram ao final do desafio vale a pena.

Segundo o site do desafio, as pessoas que o concluíram: 
"– começaram a reparar no que as faz felizes no dia-a-dia;
– sentiram melhorias no humor todos os dias;
– passaram a receber mais elogios das outras pessoas;
– perceberam a sorte que têm em ter a vida que têm;
– tornaram-se mais otimistas;
– apaixonaram-se durante o desafio."


Espero que tenham gostado!

Até o próximo post (agora com mais frequência).

E a Dri não desanima nunca? Desanima sim!

Nem tudo são flores quando o assunto é persistência. Existem dias em que o simples ato de sair debaixo dos lençóis é torturante e confesso que estou numa fase dessas - e não apenas por ser segunda-feira.

Fazer o treino-nosso-de-cada-dia é de longe um dos maiores desafios que já enfrentei na vida. Sabe por quê? Porque depende só de mim e vai trazer benefícios única e exclusivamente a mim. E nós, humanos somos extremamente suscetíveis a alterações de humor, de emoções e isso influência diretamente na capacidade de manter o foco.

Mas aí você deve estar se perguntando: a Dri chutou o balde? Abandonou o projeto de ter um corpo e alimentação saudáveis? A minha resposta é: jamais! Por mais cansada, psicologicamente me sentindo um pouco mais fraca, não abro mão da minha terapia diária de endorfina em doses cavalares.

Nas últimas semanas a alimentação também ficou prejudicada, especialmente porque foi um período de comemorações, então aquele portinho de brigadeiro a mais valeu a pena até o último granulado. E sim, eu mereço aquele brigadeiro, porque sou humana e tenho fraquezas, tenho momentos em que a dieta é menos importante que o prazer de comemorar com as pessoas que me aturam diariamente (e olha que o meu temperamento não é dos mais fáceis).

Então todos os dias eu acabo vencendo a luta contra a falta de coragem, visto minha cara de poucos amigos, mas luto para estar cada dia mais próxima do meu objetivo. Ser disciplinada dói, cansa, estressa. Mas a recompensa chega e quando chegar, precisamos estar preparados para saber aproveitar da melhor maneira possível!



PS: eu e meus antes e depois para motivar um pouco minha mente que às vezes cogita desistir.

Beijos e até o próximo post!