Sobre o dia em que eu desisti

Hoje o dia amanheceu diferente. Eu abri os olhos, mas aquela vontade não veio. E eu não lutei contra ela. Eu desisti!

Desisti daquela vontade obsessiva em dormir mais cinco minutos, de vestir aquelas roupas que estavam no armário, de me conformar com minha carreira profissional nada espetacular. Desisti de ser apenas expectadora de uma vida blasé. Sou humana. Eu desisti!

Desisti daquela pessoa refletida no espelho que era tão comum e tão apática, dos tons pastel e da falta de canais da TV aberta. Desisti dos sapatos sem salto, do pastel encharcado e do relógio quebrado. 

Desisti da tristeza, da fraqueza e das incertezas. Desisti de não ser exatamente como desejo, de não fazer o curso que eu quero e de não subir no palco. Desisti de não ter força de vontade, de não ouvir os conselhos dos meus pais e de não fazer nada para ajudar alguém.

Desisti de deixar para amanhã ou semana que vem e de dar desculpas. Desisti de me colocar em segundo plano, de dizer que foi engano. Desisti de não ter o controle dos meus sonhos e de tentar agradar gregos e troianos. 

E quando as realizações se aproximarem e eu cogitar em fugir, vou respirar fundo, contar até três e me render: eu desisti!

Eu não quero ser magra

Nessa semana pipocou na minha linha do tempo do facebook um texto escrito pela Ruth Manus para seu blog no site do jornal Estadão cujo título é "Como assim você não  é magra?" (para ler o texto dela clique aqui).

Aí você olha alí em cima no título da minha postagem e pensa:-A Dri tá doida! Ela está há meses em processo de emagrecimento, fica postando direto sobre isso no Instagram, Facebook , tem até um blog que só fala nesse assunto e agora fala que não quer ser magra? Pirou! Ela caiu em contradição! Ela quer ser magra sim, não tá vendo as fotos de antes e depois? Fica aí falando que perdeu um monte de peso, reduziu medidas e depois fala que não quer ser magra? Conta outra!

Não, eu não pirei e tampouco estou me contradizendo. Aliás, alguma vez eu já postei dieta aqui? Série de exercícios? Receitas detox milagrosas? Não e a resposta continuará a ser sempre não! Porque o #projetodri40 tem muito mais a ver com o meu estado de espírito do que propriamente com o meu peso. Eu não sou e nem nunca vou ser magra nos parâmetros de passarela. Eu nunca vou usar um jeans 36 e tampouco pestar 50 quilos. Não é a toa que o projeto é Dri "40" e que segundo a Ruth Manus não é coisa de gente magra, como nesse trecho do texto:

"Calça tamanho 40. Você tem noção disso? Você está usando QUARENTA. É uma ilusão achar que você pode ser feliz assim. Não sei como você tem coragem de entrar numa loja e pedir isso."

Sabe que tipo de pessoa eu quero ser?  Uma boa colega de trabalho, boa filha, irmã, amiga, namorada, com saúde, sem preocupações, sonhadora, atrapalhada, dedicada, responsável, interessante, engraçada, prestativa. Magra não têm vínculo nenhum com essas qualidades. Emagrecer não me tornou mais mulher do que quando eu era mais gordinha, tampouco atribuiu qualidades que eu já não tivesse. Eu só não estava satisfeita com o meu peso de antes e com a falta de saúde de antes, no entanto o objetivo nunca foi ser magra. A Dri com 75 quilos tinha exatamente a mesma capacidade que a Dri com 63Kg. A única coisa que mudou foi que eu descobri que sou persistente e que quando tenho um objetivo sou capaz de alcançar. Mas ser magra não me qualifica nem me torna melhor preparada para nada. 

Então vamos parar de buscar a "magreza" e vamos buscar a felicidade.

O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído

Boa parte da minha vida possui temas musicais específicos que tocam mentalmente assim como With Arms Wide Open era reproduzida quando Julia Miranda via Pedro em Malhação,  ou quando Palpite tocava ao fundo do romance do Nando e Milena em Por Amor. Mas existe uma música que sempre toca na minha rádio mental nos momentos em que eu estou confusa, desanimada ou literalmente perdida (quem nunca passou por isso?). 




Epitáfio é a música dos Titãs que eu mais gosto e é inevitável dizer que ela tem regido boa parte das minhas decisões nos últimos anos. 

Eu desconheço medo maior que o de me arrepender por perder uma oportunidade. Tenho pavor de pensar que eu "devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer". Deve ser por isso que eu nuca tive medo de assumir o que sentia, de falar o que pensava ou de fazer o que me desse na telha. E trago isso comigo até hoje. 

É obvio que errei feio muitas vezes e pretendo errar muito ainda! Mas garanto que não fui dessas meninas que depois de anos descobriu que aquele garoto da escola por quem era platonicamente apaixonada  também era apaixonado por ela, porque nunca tive, e acho que nunca vou ter, medo de expôr sentimentos (mais amor e menos julgamentos nesse mundo, por favor).

A vida nos desafia todos os dias com ideias novas e a descobrir caminhos diferentes dos que estamos habituados. Então porque não se entregar a outras perspectivas, assumir quem somos, o que queremos e permitir que quando estivermos no final da linha nossa trilha sonora não seja mais Epitáfio dos Titãs? Que tal trocar o disco, levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima?

Até o próximo post! 

Rio 40 Graus

No último post comentei que iria vir para o Rio de Janeiro passar o feriado. E aqui estou para falar um pouquinho sobre como manter em dia o #projetodri40 em meio a uma cidade repleta de tentações. 


Primeiramente tentamos ser muito práticos com o volume de bagagem: uma mochila apenas e que não pesa nem 5 Kg (dá para carregar tudo sem precisar despachar a bagagem). O Gabriel está aqui comigo e pra quem não sabe ele já é um expert em mochilar pelo mundo, então três dias na cidade maravilhosa é fichinha né? 

A verdade é que meu corpo está exausto com a viagem. Sem brincadeira. Ontem andamos muito, muito mesmo, por quase toda a extensão da orla de Copacabana até depois do Arpoador em Ipanema, com direito a visita ao forte de Copacabana. Ida e volta aproximadamente 8 Km. 

E escadas, como subimos escadas nesses dias. No Cristo Redentor, no nosso hotel, sempre escadas por todos os lados. A verdade é que estou fazendo mais aeróbicos por aqui do que na rotina de academia! 

A alimentação não está lá uma Brastemp, mas fui esperta e deixei minhas refeições livres para serem usadas por aqui. Fritura já foi, mas guardei os doces pra amanhã que é Páscoa e dia de dar tchau ao Rio de Janeiro.



Mas voltando a falar no Cristo Redentor, nada mais bonito de se ver especialmente no feriado da Ressurreição. Estar lá mesmo com toda a muvuca de turistas, e olhar pra cima e não ver nada além dele e de um céu lindo é espetacular, vale a pena cada centavo do passeio (dica: vá de van credenciada, subir sem elas é um parto). 

Depois eu escrevo mais, estou exausta! 
Até o próximo post.