O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído

Boa parte da minha vida possui temas musicais específicos que tocam mentalmente assim como With Arms Wide Open era reproduzida quando Julia Miranda via Pedro em Malhação,  ou quando Palpite tocava ao fundo do romance do Nando e Milena em Por Amor. Mas existe uma música que sempre toca na minha rádio mental nos momentos em que eu estou confusa, desanimada ou literalmente perdida (quem nunca passou por isso?). 




Epitáfio é a música dos Titãs que eu mais gosto e é inevitável dizer que ela tem regido boa parte das minhas decisões nos últimos anos. 

Eu desconheço medo maior que o de me arrepender por perder uma oportunidade. Tenho pavor de pensar que eu "devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer". Deve ser por isso que eu nuca tive medo de assumir o que sentia, de falar o que pensava ou de fazer o que me desse na telha. E trago isso comigo até hoje. 

É obvio que errei feio muitas vezes e pretendo errar muito ainda! Mas garanto que não fui dessas meninas que depois de anos descobriu que aquele garoto da escola por quem era platonicamente apaixonada  também era apaixonado por ela, porque nunca tive, e acho que nunca vou ter, medo de expôr sentimentos (mais amor e menos julgamentos nesse mundo, por favor).

A vida nos desafia todos os dias com ideias novas e a descobrir caminhos diferentes dos que estamos habituados. Então porque não se entregar a outras perspectivas, assumir quem somos, o que queremos e permitir que quando estivermos no final da linha nossa trilha sonora não seja mais Epitáfio dos Titãs? Que tal trocar o disco, levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima?

Até o próximo post! 

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