Sobre o meu (seu e nosso) direito de falhar

2015 chegou ao fim e como em todos os anos, aproveitei janeiro como o momento de olhar para tudo o que foi vivido e selecionar os momentos que merecem destaque na retrospectiva da vida.

Podemos chamar os últimos doze meses de ano das falhas!

Em 2015 eu falhei. Falei como um carro ao dar partida com o tanque cheio de etanol no inverno, mas sem  gasolina no tanquinho de partida à frio. Resolvi então compartilhar os meus melhores (ou piores) momentos com vocês, leitores pacientes, e mostrar que errar é humano e persistir no erro é o lema de 2015!

Janeiro começou bem. Depois de atingir o peso alvo do #projetodri40, ganhei seis meses de "alta" da nutricionista, e achei que ia chegar em dezembro com percentual de gordura entre 18 e 16%. Sabe nada inocente!

Em abril a coisa toda resolveu desandar. Viajei pro Rio (fiz até postagem aqui no blog pra vocês) e ganhei uma virose. Fiquei uma semana inteira de molho e desanimei (também postei sobre isso aqui).

Se não bastasse a virose no início do mês, dia 29/04/2015 fui até Curitiba e trouxe de brinde pânico e trauma (existe uma Dri de "antes" e uma Dri de "depois"). Quando eu me refiro a pânico, eu quero dizer PÂNICO. Eu que era toda espalhafatosa com minha cabeleira loira versão 2014, fechei para balanço, me tornei mais sóbria, tal qual o tom castanho escuro que adotei nos cabelos a partir de então. E eu perdi boa parte do entusiasmo que eu tinha estilo João do Santo Cristo que queria falar com o presidente pra ajudar toda essa gente que só faz sofrer. Acho que deixei cair no meio da praça Nossa Senhora de Salete e ninguém achou para me devolver. E com isso passei mais um mês reclusa em casa, sem ânimo, sem vontade de fazer nada.

Em junho tirei férias, tentei me animar um pouco, mas ainda assim eu estava mal. Nessa altura já tinha chutado pra longe as metas do #projetodri40 e estava vivendo no piloto automático.

Aproveitei o mês de junho para fazer meu checkup médico anual, mas por motivos sem explicação lógica, não busquei os resultados dos exames nos laboratórios e deixei por isso mesmo.

E fui empurrando tudo, deixando de lado tudo o que me fazia bem. Por sorte não descontei na comida e consegui manter o peso durante a turbulência.

Em agosto decidi que era hora de dedicar mais tempo pra mim. Voltei a fazer aulas de canto (para quem não sabe eu canto amadoramente desde os 10 anos) e passei a relaxar um pouco mais. Voltei a frequentar a academia de maneira regular e as coisas estavam se endireitando.

Mas ainda faltavam meus exames anuais, que eu tinha ignorado no meio do ano. Então chegou dezembro e resolvi criar vergonha na cara, repetir o checkup e levar ao médico. E aí 2015 resolveu ganhar ares de melancolia. Descobri coisas sobre meu organismo que eu não estava preparada psicologicamente, coisas as quais eu não tenho maturidade suficiente pra encarar como algo normal (não é nenhuma 'doença', fiquem tranquilos, é só algo 'diferente' para pessoas na minha idade). E isso me tirou o sono, me deu dor de cabeça, febre, dor de garganta, preguiça para treinar e minha cabeça passou a viajar em um mundo paralelo.

Nesse ínterim, outras notícias envolvendo pessoas que amo muito também me derrubaram.

Encerrei 2015 com um carro batido, com muitas panelas de brigadeiro para curar as tensões e com saldo negativo em relação às minhas metas.

Mas aí chegou 2016, ano de mudanças. Ano de tomar atitudes para resolver as pendências que 2015 deixou e de canalizar energias para resultados melhores, mesmo que eu esteja fraca (psicológica e fisicamente). Como postei esses dias no Instagram, em 2016 quero levar o meu projeto de vida à sério, quero chegar aonde não cheguei antes, mesmo que para isso eu falhe muitas vezes. 

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