2017 me ensinou...

Quando eu era adolescente, escrever diários era o melhor modo de me expressar. Sempre fui muito introspectiva, pouco falava sobre o que eu sentia ou o que pensava. O máximo que eu era capaz de exprimir era o meu famoso suspiro longo, seguido de um "ai ai". 

Naquela época eu tinha em mente milhões de sonhos que eu queria realizar. Minha mente colocava prazos e cobrava resultados. Mas daí eu cresci.

Percebi que não existem verdades absolutas como eu imaginava aos 15 anos. Naquela época minha maior preocupação era fechar o ano letivo no terceiro bimestre e receber o boletim com o carimbo vermelho escrito "Parabéns, neste bimestre você brilhou (complete a frase se você estudou no Regina Mundi entre 1994 e 2007)", como se isso fosse influenciar diretamente na minha vida profissional e pessoal. Mal sabia eu que resultados pessoais na escola não eram garantia de sucesso e realizações. 2017 me provou exatamente isso.

Nestes últimos 12 meses, muita coisa mudou. O ano passou em ritmo acelerado, como uma montanha-russa nova em um parque de diversões, com altos, baixos, loopings, quedas bruscas, subidas aceleradas. Nunca andei em uma montanha-russa na vida, mas sempre ouvi dizer que depois que o efeito da adrenalina passa, dá vontade de ir de novo.

Talvez 2017 tenha sido minha montanha-russa privativa. 

Nesse ano tanta coisa mudou. Aprendi a lidar com o luto, com o real significado de indiferença, aprendi a cuidar da casa, a ser meu próprio despertador, a levar uma vida mais simples e ao mesmo tempo mais confortável. Aprendi que se não está feliz com alguma coisa, basta mudar. Aprendi que mesmo estando feliz, também é necessário mudar. Aprendi que os conselhos que minha irmã me deu ao longo da vida são os melhores até hoje e que ter achado ela uma chata a cada "lição" que tentava me ensinar foi um dos meus maiores erros até agora. 

Aprendi que o almoço aos domingos na casa dos meus pais é sagrado e que eles realmente falam a verdade sobre sentir saudade mesmo morando na mesma cidade.

Aprendi que sucesso profissional não significa nada se sua vida pessoal estiver em segundo plano, que estabilidade não é garantia de tranquilidade e que comodidade tira a motivação. 

A todos que me acompanham aqui pelo blog ou que caíram de paraquedas nesse texto, desejo a vocês uma montanha-russa com muita emoção em 2018. Que vocês tenham muitos motivos para se alegrar, mas que também tenham momentos para repensar e se reinventar. 

Obrigada por tudo! 

E em 2018 nos encontramos no #projetodri365 (amanhã conto mais sobre isso).

Beijos, e até mais!

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