Meu melhor presente

Almoçando um dia sozinha no Mc Donald's, acabei por lembrar que tenho esse blog.

Desculpe, estou um pouco atrasada, mas espero que ainda de tempo de dizer que andei cansada e sem empenho. 

Tem horas que decidir o que fazer da vida e como fazer a vida esgotam todas as energias e necessitamos nos reencontrar. Foi em busca desse reencontro que há alguns meses tive a experiência mais transformadora e ao mesmo tempo difícil de toda a minha vida.  Doeu, deu raiva, acalmou, me fez ter medo, me fez rir, me fez sorrir. Me deixou marcas extensas no corpo, mas me transformou (ainda que lentamente, momento após momento). 

Eu poderia vir aqui e contar detalhes de tudo o que vivi, mas esse tipo de experiência é tão singular, tão diferente entre as pessoas que eu estragaria tudo.

Só sei que eu continuo procrastinando, continuo deixando os sapatos fora da sapateira, deixando a louça se acumular na pia ao longo do dia. Continuo não sendo compreensiva o tempo todo e ainda acabo mexendo nas feridas dos outros.

Mas lembram-se quando escrevi aqui sobre a tristeza?  Ela está recebendo uma atenção especial nesse exato momento. E tudo bem, ela pode ficar o tempo que for necessário, mas somente o tempo que for necessário. Sou uma pessoa que precisa de espaço às vezes, então já providenciei uma vassoura atrás da porta para que ela vá embora quando terminar. 

Convidei o medo para uma reunião, decidi impor limites ao nosso relacionamento. Agora temos nossas proprias regras de convivência. Ele pode vir, mas não pode trocar a série na Netflix nem ter a chave de casa. 

A raiva tem sido minha companheira de treino. Nós encontramos às vezes e gastamos toda a nossa energia juntas. Daí ela vai embora e só nos encontramos na hora do treino mesmo, não somos necessariamente amigas, sabe?

A alegria vive me mandando mensagens no WhatsApp, sempre contando uma coisa corriqueira do dia dela, mas também me manda vídeos de bebês e animais fofinhos. Nem sempre eu tenho um vídeo legal para mandar de volta, mas ela é uma das poucas que eu não deixo no vácuo. Gosto dela, mas as vezes ela dá uma sumidinha.

2018 foi o ano em que eu mais vi as pessoas reclamarem da vida, das outras pessoas, do governo, do trabalho que têm, da falta de trabalho. Eu reclamei também. E muito. Mas chegando em dezembro e já traçando meu planejamento para o próximo ano, percebi que 2018 foi de longe o melhor que eu já vivi. E hoje é o melhor dia da minha vida. E essa é a melhor hora da minha vida. E esse é o melhor minuto da minha vida. 

Pra que esperar que 2019 te traga algo novo se você pode fazer algo novo agora? Já!  Now! 

Eu espero que você tenha o melhor agora da sua vida em todos "agora" que a vida te proporcionar.

E não tenha medo, no final, vai valer muito a pena!

Um beijo 
E até o próximo post.




Nenhum comentário:

Postar um comentário